5 graus em POtosi! LAbios rachando. Pele acisentada. E uma vontade tremenda de ficar em baixo das cobertas. Hoje senti falta de feijao com farinha, ate comeria com a pimentinha de seu Medra. Senti falta do calor insuportavel da Bahia tambèm.
Ha tantos tecnicos de seguranca na familia e hoje lembrei de todos eles. Visitei a mina de Cerro Rico em Potosi. Melissa, a guia que nos levou aldeia em Sucre è potosina com orgulho. E quando falava de sua terra era com uma certa amargura, pois toda a prata das minas de cerro rico foi roupada pelos Espanhois. Este mesmo sentimento expressou o Jony, guia que nos levou as minas e que me chamava de mi nobia. E hoje, ao visitar o museu da moneda ficou evidente a ostentacao daquela epoca. Mesas, utensilios domesticos, espelhos, quadros, tudo isto de pura prata, o que sobrou para os POtosinos, aquilo que os espnhois deixaram.
E para os tecnicos de seguranca, o desafio de estudar e melhorar as questoes ergonomicas dos mineiros. Nenhuma! Nenhuma condicao de seguranca. NAda de ergonomia. A Mina eh gigante (Nao posso postar fotos agora pq o PC do albergue nao aceita pen drive....saco). Apenas uma entrada - Ambiente confinado. A unicaventilacao è a proviniente da unica porta. Ha diversos rechos em que se deve andar praticamente de joelhos. PArece que encontrei o sentido da baixa estatura dos bolivianos, eles foram feitos para trabalhar nas minas. La è escuro. Hoje estava muito frio, mas dizem que la dentro a temperatura pode chegar a 40 graus. Eles percorrem tuneis que parecem impossiveis de serem percorridos. Usam dinamite com frequencia dentro da mina. E fumam la dentro. Sabem quico, de Chaves. Todos tem as bochechas iguais, na verdade, uma bochecha, que fica recheada de folhas de coca. Eles passam o dia inteiro mastigando aquilo para aguentar as agrurar do ambiente de trabalho. E tosos os turistas que visitam a mina tem que presentea-los com folhas de coca, suco ou dinamites. Trabalham em cooperativas, horas sorriem. Falam Queijua (Nao sei como escevem). E nao param de encher as bochechas de hojas de coca. PAssei nao mais que 2 horas dentro da mina e ja saì com minhas costas quebradas. Eles empurram carros com uma tonelada de coisas, como terra, minerio e sei la mais o que. Eh incrivel, uma terra tao rica teve tudo roubado. O Jony falou que ha uma ponte de prata na espanha, construida com a prata de Potosi. Aqui eles mal tem estradas. Eh estranho ver como a pessoas vivem de forma tao difeente, e da dor no coraao saber que muitas vezes eh de uma forma tao sofrida. O guia nos falou de um frances de 1.90m que passou uma semana trabahando na mina para experimentar a realidade dos Bolivianos, coitado, nao deve ter ficado de pe.
Faz muito frio. Muito frio. Nem da coragem de sair na rua. Amanha estarei indo para Uyuni, dizem la ser mais frio que aqui. Ai meu deusssssssssssssssss!!!!
