quarta-feira, maio 19, 2010

Las Minas de Cerro Rico - Potosi - Bolivia










5 graus em POtosi! LAbios rachando. Pele acisentada. E uma vontade tremenda de ficar em baixo das cobertas. Hoje senti falta de feijao com farinha, ate comeria com a pimentinha de seu Medra. Senti falta do calor insuportavel da Bahia tambèm.

Ha tantos tecnicos de seguranca na familia e hoje lembrei de todos eles. Visitei a mina de Cerro Rico em Potosi. Melissa, a guia que nos levou aldeia em Sucre è potosina com orgulho. E quando falava de sua terra era com uma certa amargura, pois toda a prata das minas de cerro rico foi roupada pelos Espanhois. Este mesmo sentimento expressou o Jony, guia que nos levou as minas e que me chamava de mi nobia. E hoje, ao visitar o museu da moneda ficou evidente a ostentacao daquela epoca. Mesas, utensilios domesticos, espelhos, quadros, tudo isto de pura prata, o que sobrou para os POtosinos, aquilo que os espnhois deixaram.

E para os tecnicos de seguranca, o desafio de estudar e melhorar as questoes ergonomicas dos mineiros. Nenhuma! Nenhuma condicao de seguranca. NAda de ergonomia. A Mina eh gigante (Nao posso postar fotos agora pq o PC do albergue nao aceita pen drive....saco). Apenas uma entrada - Ambiente confinado. A unicaventilacao è a proviniente da unica porta. Ha diversos rechos em que se deve andar praticamente de joelhos. PArece que encontrei o sentido da baixa estatura dos bolivianos, eles foram feitos para trabalhar nas minas. La è escuro. Hoje estava muito frio, mas dizem que la dentro a temperatura pode chegar a 40 graus. Eles percorrem tuneis que parecem impossiveis de serem percorridos. Usam dinamite com frequencia dentro da mina. E fumam la dentro. Sabem quico, de Chaves. Todos tem as bochechas iguais, na verdade, uma bochecha, que fica recheada de folhas de coca. Eles passam o dia inteiro mastigando aquilo para aguentar as agrurar do ambiente de trabalho. E tosos os turistas que visitam a mina tem que presentea-los com folhas de coca, suco ou dinamites. Trabalham em cooperativas, horas sorriem. Falam Queijua (Nao sei como escevem). E nao param de encher as bochechas de hojas de coca. PAssei nao mais que 2 horas dentro da mina e ja saì com minhas costas quebradas. Eles empurram carros com uma tonelada de coisas, como terra, minerio e sei la mais o que. Eh incrivel, uma terra tao rica teve tudo roubado. O Jony falou que ha uma ponte de prata na espanha, construida com a prata de Potosi. Aqui eles mal tem estradas. Eh estranho ver como a pessoas vivem de forma tao difeente, e da dor no coraao saber que muitas vezes eh de uma forma tao sofrida. O guia nos falou de um frances de 1.90m que passou uma semana trabahando na mina para experimentar a realidade dos Bolivianos, coitado, nao deve ter ficado de pe.

Faz muito frio. Muito frio. Nem da coragem de sair na rua. Amanha estarei indo para Uyuni, dizem la ser mais frio que aqui. Ai meu deusssssssssssssssss!!!!

Chegando em Potosi - BOLIVIA


Tu achas muito cara de pau convidar as pessoas para sentar na tua mesa? Nao Isa, mas depende do contexto. So que neste caso, nada mais natural de acontecer quando ha dois franceses sentados numa mesa e duas brasileiras sentadas em outra, todos esperando o jantar. Foi exatamente o que aconteceu pouco tempo depois de Isa ter-me questionado sobre isso. Hi, do you speak english? Where are you from? Nice to meet you, I`m from France. If you want, you can stay with us to get dinner together." Estava sentindo falta deste processo de socializacao. Engracado, que o processo de abordagem eh sempre o mesmo. De que pais vc eh, esta ha quanto tempo viajando? Vai viajar por quanto tempo? Pronto, vc ja fez um amigo, ou qualquer coisa do tipo. Sucre nao nos proporcionou isto.

O caminho para Potosi eh lindo. Acho que nao encontraremos algo diferente disto nas estradas da Bolivia. Com medo dos esfeitos da altitude, Sorojti, como eles dizem, compramos folha de coca no mercado de Sucre e o Sorojti Pill, ja que Potosi està a 4.100m de altitude. Tivemos uma aula de como mascar a folha de coca com a Melissa, guia que nos levou atè a aldeia Jatun Yampara, e que nos fez descobrir que folha de coca nao se masca, basta apenas coloca-la na boca e deixar sair o sumo. Nao senti tanto os efeitos da altitude quando cheguei aqui, apenas um pouco de cansaco, ficando ofegante ao falar.

A cidade, pelo menos a parte por onde passamos, tem uma poluicao visual tremenda. Muitos carros na rua. Muitas pèssoas transitando. Muitos anuncios. Busina. Mas enfim, mesmo assim tem uma atmosfera mais mochileira. Foi isso que sentii quando chegamos ao primeiro albergue. Lotado de mochileiros com seus lap tops no colo, acho que com medo de encarar o frio la fora. La Casona, recomendo. Apesar de os banheiros serem um pouco sujinhos. Mas esta numa area bem central e promove a socializacao.

Tu achas normal dois franceses aconselharem 2 brasileiras em um bar a nao consumirem alcool? Mas neste caso, nada mais natural de acontecer, uma vez que os dois ja haviam experimentado beber na noite anterior e sentiram mais fortemente os efeitos do alcool em funcao da altitude. Alex e Gothie estao a vijar por seis meses. Sairam da Franca para Argentina, de là foram ao Chile comprar uma van e estao viajando de van por este tempo todo. Ja tendo passado pela Argentina, Chile, Brasil, Bolivia e planejando ir subindo atè o Canadà. Eh nessas horas que lembro de Raul, "Quando acabar o maluco sou eu...".

Potosi eh extremamente frio!! Minha mao parecia que ia congelar. O nariz ardia. A boca voltou a partir. Hoje durante o banho percebi que minha pele nao eh mais morena, agora estou cinza, e nao tem hidratante que de jeito.

Tu achas normal nao querer voltar pra casa depois que se inicia uma viagem como esta?
Mas eh o que fatalmente esta acontecendo comigo....

segunda-feira, maio 17, 2010

O onibus para Sucre,na foto era lindo! - BOLIVIA


O Pequeno Principe







Com este cachecol amarrado no pescoco, me fez lembrar de `O pequeno principe`. Nao me lembro muito bem da historia em si, apesar de te-la relido ha pouco menos de um ano. Mas lembro que fala de amor e de cativar. Lembro tambèm que na capa da edicao que tenho, havia um desenho de um menino com algo amarelo pendurado no pescoco e foi esta imagem que enxerguei quando vi o Jorge, com o seu cachecol azul. E nao havia mais nada para enxergar nos rostos daquelas criancas, alèm do amor. Jorge e Nestor. Quando cheguei a vila eles estavam pastando ovelhas. Uma cena que vou guardar para sempre. As montanhas, o verde, o vento, o sol, a paz, a inocencia, a leveza, o amor... Mas, pensando bem, onde eles vivem, e com a vida que levam nao tem como ser diferente. Era um brilho nos olhos com um sorriso largo e amarelo.

Hoje fui visitar uma aldeia no altiplano chamada Juatun Yampara, onde vivem alguns agricultores . Eles vivem em casas espacadas entre si. As paisagens sao lindas. O caminho ate chegar là tira o folego. E a simplicidade com que vivem espanta. Imagino acordar todos os dias e enxergar o que eles enxergam. Respirar o ar que eles respiram. Nao sei se tenho esta capacidade de desacelerar, digo, nao sei se gostaria de morar....Tentamos visitar uma senhora de 82 anos, que vive sozinha numa casinha de taipa. Ela cuida das llamas, planta, ara a terra. E vive so, no meio do nada. Conhecemos uma familia linda. O proprio Jorge, Nestor, e esqueci o nome dos pais deles. Ela estava no tear. Ele a nos mostrar o lugar. A Isadora achou um pouco comercial, como se eles estivessem a praticar o que estavam a praticar apenas como demonstracao para nos, turistas. Mas mesmo assim, me encantou, eh um choque, uma sensacao boa. Comecei a fazer coisitas de capoeira pros meninos e eles gargalhavam. Lindo demais!! Eles tornaram-se eternamete responsavel por mim. Fui cativada. Vai ser dificil esquecer os sorrisos deles.

Sucre - BOLIVIA









El Mirador - Sucre


domingo, maio 16, 2010

Chegando em Sucre

Sempre peca para olhar o onibus antes de comprar a passagem. È o que aqueles que pretendem viajar de onibus pela Bolivia mais escutam. Acabo de constatar que esta recomedacao è va (nao acho o til neste teclado, nem o cedilha...rs), por que existem duas opcoes: Se voce vir o onibus vc nao vai querer viajar ou se te mostrarem um onibus, com certeza nao è naquele que voce vai viajar. È fantastico chegar na estacao de onibus de Santa Cruz, as pessoas ficam gritando o tempo inteiro como se fosse uma feira. TE abordam, te puxam. E quando voce pede pera ver o onibus eles te mostram fotos, ou diz que estao em manutencao. No nosso caso, vimos o onibus estacionado na rodoviaria làaaa bem longe. Mas enfim...de onibus mesmo, nao tenho pressa de chegar.

Outra coisa muito comum que se ouve quando se pretende viajar de onibus pela Bolivia è que sua viagem (no caso de Santa Cruz para Sucre) pode durar de 13 a 24 horas, nossa, eh uma precisao danada...rs.

Enfim, passagem comprada, e chegada a hora de viajar, caimos no conto do vigario! Onibus velho, sujo e apinhado de gente, na sua maioria, tholas. O onibus entupido de sacolas, um cheiro horrivel de cebola e de geladeira desligada e fechada por alguns dias....nossa!! As tholas parecem todas uma pessoa so. Baixinhas, um pouquinho gordas, cabelos pretos e compridos, sempre penteados com duas trancas, vestindo saias, meias, camisas de linha com um aventalzinho de dois bolsos (parecendo os modelos de vestido de vo Vanilda), umas mantas coloridas enroladas no pescoco, e chapeus. Algumas vezes carregando criancas nas costas. Alias, impressionate a tecnica que elas tem para amarrar as criancas nestas mantas e ergue-las para coloca-las nas costas.

Entrando no onibus semi cama, como nos foi vendido, constatamos que a poltrona so reclina 95 graus, no maximo e como o bagageiro ja estava apinhado de coisas (tenho ceteza que havia dentre elas cebola, por que o cheiro estava horrivel), tivemos que ir com a nossa bagagem no colo. O cumulo do conforto para uma viagem que poderia durar 13 ou 24 ou 32 ou nao sei quantas horas.

Aquele cheiro de geladeira...Chegando aqui em Sucre, constatei que è o cheiro dos Bolivianos mesmo, na verdade, da roupa deles. Parece cheiro de sabao feito em casa, com banha de animal, sem ser acrescido de nenhum aroma. Lembro de ja ter feito isso nas aulas de quimica organica da faculdade. Eh realmente um cheiro muito esquesito.

Estrada movimentada. Transito lento. Velocidade baixa. Pensei, Meu Deus, esta viagem vai ser de 32 horas...mas gracas a deus a viagem durou apenas 16 horas (O bom deste range de tempo de duracao de viagem eh que te faz acreditar que 16 horas num onibus lotado e fedorento eh rapido). Realmente uma experiencia antropologica fantastica, so nao sei se faria de novo...rs. Recomendo, mas deixo claras aqui as condicoes.

Penso que poderia ter aproveitado melhor a viagem se pudesse ver a paisagem. Chegou uma hora em que o onibus entrou num lugar que parecia uma mata. Estrada estreita, so arvore de um lado e do outro, algumas vezes com galhos batendo nas janelas. Depois, nos so podiamos ver copas de arvores do lado direito, o que indicava que estavamos na beira de algum precipicio, e um paredao de barro do outro. O onibus subia em circulos, ja tava ficando tonta. E as estrelas muito proximas das sombras das montanhas que se podia ver adiante. Ficava tentando imaginar a paisagem, nao preguei o olho um so minuto. Numa hora dessas o meu nariz nao entopo, minha rinite me deixou na mao e a minha noite foi aromatizada com o cheiro de geladeira.

Muitas curvas, muitos buracos, muita ladeira. Acho que inclusive a estrada era de terra. Ah, detalhe, onibus sem banheiro. Mas nada que faca falta para uma viagem de 13 horas ou 16 ou 24 ou 32...

Na parada para o jantar, meu deusssss. Eis aqui mais uma recomendacao que se ouve muito quando se pretende viajar de onibus pela Bolivia. Mas fico pensando, serà que realmente precisa avisar para nao comer num lugar daqueles? Pena que nao pude tirar uma foto.

Economizei U$ 50,00. Pois se fosse de aviao pela aerosur pagaria 60,00 pelo trecho que dura 35 minutos e paguei U$ 10,00 por um trecho que durou 16 h, ah, valeu a pena. Cheguei viva e minha bagagem nao extraviou. E Sucre eh uma cidade linda!


Esta internet aqui eh muito lenta, nao consigo colocar as fotos.

Na estacao de trem em Porto Quijarro


Reza a lenda que o trem da morte eh algo impraticavel. De fato nao viajei no verdadeiro trem da morte, pois ele realmente nao eh recomendado em funcao do desconforto e do loongo tempo de viagem. Tambèm, andando a 45 km por hora, qualquer viagem fica longa. Fui na classe super pullmam, a mais confortavel de todas. Entrei no trem e pensei: E como serà a menos confortavel?...rs.
Eh engracado que a todo instante que o trem para, entram vendedores gritando e vendendo zilhoes de coisas, dificil dormir. dificil tambem pela excitacao do inicio da viagem, de estar em outro pais, ouvindo outras liguas, outras feicoes, outros ares. Faria quantas vezes fosse necessario este trajeto.

Foto Sta Cruz - Bolivia


href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5aSwwyyhyphenhyphengb6ztKp76PElBa0I_NBa6928xfTELB4CkqYJ0PcWSIPaX2q0HCSsxXRmB2kVquJy_MWDnt6TvlKyCEbfAJIpG4n9vwEI0_TZj3U0xHPJTyDHySrX-ziKRgH3zJ9R/s1600/DSC04871.JPG">

Noticias de Sta Cruz de la Sierra - BOLIVIA

Santa Cruz è uma cidade agradavel. Claro que o primeiro impacto foi o mesmo da fronteira.Cidade suja, visualmente poluìdae transito caotico.Engracado que nao existe semaforo na maioria dos cruzamentos aqui, e por incrivel que pareca, eles respeitam os pedestres. PAssamos primeiro no albergue Bolivar (c. Sucre), mas tentamos procurar outros mais baratosna C, Junin. Haviam muitos, porem todos mais caros e acabamos voltando para a primeira opcao: NO quarto onde fiquei tinha um grupo de um frances e duas francesas.
Fala-se muito a cerca dos cuidados com a comida boliviana, mas aqui conseguimos encontrar bons locais para comer. Comida saudavel e barata. Como Andrew e Nik sao vegetarianos, acabamos entrando no clima. Remosndo Alejandre Cafe e Miente e Cuorpo Sano, ambos vegetarianos. A noite, Lorca Cafe. Lugar agradavel, musica boa, comida saborosa, mas nao tao barata, La encontramos Iotan, o israelense que tinha dado o zig na gente enquanto procuravamos o albergue, e Javier, o espanhol figuraaaassa que conheci na estacáo de trem de Quijarro. Isso aqui è engracado, as pessoas acabam se encontrando o tempo inteiro, marcando em alguma outra cidade 4 dias a frente...enfim...
Do Lorca fomos para a centrosfera, um lugar muito tosco, perto do centro, onde estava rolando muisca eletronica. Impressionante o poder de barganha do Javier, cnseguiu que pagassemos 10 Bs na entrada que custava 20Bs, argumentando: Came on, somos viajantes, estamos sem dnheiro..rs. Aqui a Tekila custa mais barato que a cerveja e a àgua. Saldo da noite 1 tekila, 2 Cervejas e 2 àguas. Poderia ter gastado menos se bebesse mais tekila.
Samaipata, a cidade que fica a 120 km de Sta Cruz . local onde Che Guevara morreu, acabou ficando pra tras. Nos tinhamos que comprar as passagens de onibus para Sucre e ia ficar tarde ir pra là. Muito legal andar de micro bus aqui. VC se afasta um raio muito pequeno do centro e ja comeca a enxergar novamente os contrastes. Na volta acabamos dando uma volta na cidade, fomos num mercadao onde vendiam-se roupas, sapatos, brinquedos, souvinirs....nada passivel de ser comprado! As 16h, estacao de onibus para Sucre.

sexta-feira, maio 14, 2010

Fronteira do Brasil com a Bolivia

Terminal ferroviario de Porto Quijarro - BOLIVIA

Noticias da Bolivia

Conseguimos fechar com Indi, o cara da agencia do Pantanal a compra das passagens do trem. A passagem custa R$35.00, teriamos que pegar um onibus para ir e voltar pra comprar a passagem (3.00 cada trecho) e depois outro onibus (R$3.00) para irmos viajar efetivamente. Ele nos cobrou 50.00 para comprar os bilhees e nos levar ate a fronteira. Figurassa, so me chamava de acarajè ou capoeira.
Marinheira de primeira viagem, fiquei meio perdida sobre os procedimentos, mas temos que passar na PF Brasileira pra registrar a saìda do paìs e depois, dois passos a frente, ja estamos na Bolivia, onde temos que registrar a nossa entrada. O policial boliviano cisudo me perguntou: tienes diñero para entrar na bolivia?? eu apenas disse que sim, e ele acreditou...rsrsrs....de fato eu tinha, mas engracado è que nao pediu nenhuma confirmacao. Conseguimos trocar dinheiro com um cambista indicado por Indi (1 real = 3.5 Bolivianos). To barona na bolivia!!!
Eh impressionane o contraste das duas cidades: Corumbà (Brasil) e Porto Quijarro (Bolivia). Cidade pobre, suja, feia. Mas fantasticoa!! Esses limites. As diferencas na cara das pessoas. UM povo falando uma lingua diferente, que apesar de parecida com a minha, soa estranho.
Impressionante, viajantes se reconhecem...claro, todo mundo carrega um monte de tralha nas costas, veste roupas rotas e sorri a todo instante com as descobertas. Na esacao de trem ja conheci um espanhol (Javier - Engenheiro Industrial que mora em Valencia) e uma Belga (Carry - Parteira). Todos viajam sozinhos e por nao menos de 3 meses.
O trem que compramos e o super pulmam, o que dizem ser o melhor, nossa...eu imagino como deve ser o pior. Nao è o cumulo do desconforto, mas para uma viagem de 16 horas, poderia ser melhor. Interessante que akela historia dos vendedores ambulantes nao è lenda. O trem para a todo instante e entra gente gritando, vendendo comida (nao recomendaveis). Havia um restaurante no trem. A unica coisa passivel de ser consumida foi um cafe. Tudo que tem pra comer è frango com batata e as suas infinitas variacaoes, melhor nao arriscar. TEntamos ficar no albergue Bolivar, mas saimos pra procurar outro mais barato, em vao....andamos uma rua inteira - Calle Junin - mas o melhor preco era realmente no Bolivar, e ainda por cima è bem no centro.
Dizem que no hay nada de muito interessante pra se fazer em Sta Cruz, that s why Im here at the internet....rs.
Ainda nao to conseguindo digerir as coisas que estao acontecendo. Eh muita informacao. Coisas, pessoas, linguas, historias, imagens, sabores, cheiro. To pensando seriamente em adiar a data do curso em Londres e ficar mais tempo aqui na America do sul. Voce vai conhecendo gente, ouvindo falar de coisas e lugares, da vontade de nao parar nunca mais. Sinto saudades dos meus pais, das minhas irmas e cunhados, sobrinha, de Tobby, dos amigos e da familia de forma geral. Mas ainda nem senti saudades de casa, da cama, da rotina, de salvador...è louco isso.

Pra mim nao impora que dia è hj, pq nao tenho muitas obrigacoes. Independente do dia, minha unica obrigacao eh ser feliz. E eu estou cumprindo direitinho esta missao

Acampamento no Pantanal


Ramon, a crianca mais desbocada do planeta...rss...figurassa!!!!

Sandro preparando um colar para mim



quando cheguei no pantanal e disse que era brasileira, me senti um E.T., todos os guias se espantaram e quase em unissono exclamaram: Brasileira?!!
E a gringaiada toda so falava do carnaval e de morro de Sao Paulo. iotan, o Israelense náo parava de cantar rebolatio...afff...olha so a referencia...rs

Safari Noturno

Voltando do passeio de barco



Bruni e Peter. ela Porto Riquenha e ele americano. Ela 59 anos e ele 62. estiveram viajando por seis meses pela america do sul, estas eram suas ultimas semanas antes de voltar pra casa, Casal lindo!!!

quinta-feira, maio 13, 2010

Passeio de barco no Pantanal




Iotan (Israel, Gloria (Espanha), Isadora (Brasil), Cinthia (Esta que vos escreve)

Noticias do pantanal



Primeira constatação: Meu ingles poderia estar infinitamente melhor!!!!! NO grupo para a expedição pro Pantanal estava eu, mais uma brasileira (Isadora), um casal de australianos (Nik e Andrew) uma porto Riquenha (Bruni) um americano (Peter) um Sul Coreano (não lembro o nome dele)e um israelense (Iotan). No camping ja estava um grupo de franceses, suiços, noruegueses, holandese...literalmente uma torre de babel. Segunda constatação: E impossivel ficar sozinha, quando se viaja sozinha. Este tipo de viagem promove uma socializaçao absurda. E interessante voce ouvindo diferentes linguas, diferentes historias, enfim...sensacional. Ainda nao consegui parar para escrever, é muita informaçao na minha cabeça estes dias. To aqui so mandando noticias mesmo, tentando postar algumas fotos. Voltei para COrumba e as 16h estarei pegando o trem para Bolivia. So que ja formamos um grupo, nao sei ate qd estaremos juntos. Agora somos Eu, Isadora, Nik, Peter e Iotan. Irao conosco tambem 2 norueguesas que estavam no albergue. As vezes me da agonia, porque meu ingles esta pessimo, tento conversar mais com as pessoas mas nao consigo, sei queisto vai melhorar.
Ah, conforme previa, ja colhi muitas informaçoes a respeito da Europa. Inclusive ja conheci duas Espanholas que me ofereceram hospedagem na Espanha. Maria (em Madri) e Gloria (Em Valecia e na França, onde ela mora para estudar).
Outra coisa, pra quem acha que viajar sozinha e perigoso, de todas as pessoas que conheci ate agora, apenas 10% não esta viajando sozinha, principalmente mulheres.
Acho que seis meses não vão ser suficientes para mim

Albergue em Corumbá

O começo do Começo.

E tdo começou bem, conforme planejado. O voo pra Campo Grande foi tranquilo. Chegando lá, taxi direto para rodoviaria e imediatamente onibus para Corumba. tudo sincronizado, pensei que precisaria esperar ate 2:30 para pegar o onibus, mas consegui pegar o de 23:50. Detalhe, Campo Grande tem um fuso de 1h a menos com relaçao a Brasilia, descobri isto aqui. .. 14°C em Campo grande...aff...começou o frio. Nao poderia esquecer do cafe da manha especial preparado por meus pais e do meu pai dizendo "vai fundo, seus pais estarao aqui para te dar o dsuporte que voce precisar, todas as pessoas deveriam fazer isto quando jovens." depois de eu te-lo perguntado se achava loucura o que estava fazendo.
No quarto do albergue em Corumba ja tinham 1 francesa e 1 dinamarquesa que ja estao viajando de carona ha 4 meses e estiveram inclusive no capao (Quando acabar o maluco sou eu...). Achei bacana o espirito de solidariedade que rola nos albergues, pois, enquanto estava dormindo elas me cobriram com um edredon (estava frio p karamba e eu so tinha um lençolzinho). A Isa chegou aqui no albergue as 9, ela é bacana. Acabamos de fechar uma expediçao de 4 dias para o Pantanal, com o Indi, que faz parceria com a ECOLOGICAL EXPEDITION. To no busu, mando noticias de lá...

sábado, maio 08, 2010

Roteiro Sujeito a alterações

PAIS Seq. Data Dia Cidade



BRASIL
1° 08/mai Sábado Salvador
2° 09/mai Domingo Campo Grande / Corumbá
3° 10/mai Segunda Corumbá - Pantanal
4° 11/mai Terça Corumbá - Pantanal
5° 12/mai Quarta Corumbá - Pantanal
6° 13/mai Quinta Corumbá - Pantanal
7° 14/mai Sexta Corumbá
BOLÍVIA
8° 15/mai Sábado Corumbá/ Porto Quijarro
9° 16/mai Domingo Santa Cruz
10° 17/mai Segunda Santa Cruz / Sucre
11° 18/mai Terça Sucre
12° 19/mai Quarta Sucre
13° 20/mai Quinta Sucre / Potosi
14° 21/mai Sexta Potosi
15° 22/mai Sábado Potosi / Uyuni
16° 23/mai Domingo Uyuni
17° 24/mai Segunda Uyuni
18° 25/mai Terça Uyuni
19° 26/mai Quarta Uyuni / La Paz
20° 27/mai Quinta La Paz
21° 28/mai Sexta La Paz
22° 29/mai Sábado La Paz
23° 30/mai Domingo La Paz
24° 31/mai Segunda La Paz / Coroico
25° 01/jun Terça Coroico
26° 02/jun Quarta coroico / Rurrenabaque
27° 03/jun Quinta Rurrenabaque
28° 04/jun Sexta Rurrenabaque
29° 05/jun Sábado Rurrenabaque
30° 06/jun Domingo Rerrenabaque / La Paz
31° 07/jun Segunda La Paz / Copacabana
32° 08/jun Terça Copacabana / Puno
33° 09/jun Quarta Puno
PERU
34° 10/jun Quinta Puno
35° 11/jun Sexta Puno
36° 12/jun Sábado Puno / Cusco
37° 13/jun Domingo
38° 14/jun Segunda
39° 15/jun Terça
40° 16/jun Quarta Cuzco
41° 17/jun Quinta Cuzco
42° 18/jun Sexta Cuzco
43° 19/jun Sábado Cuzco
44° 20/jun Domingo Cuzco
45° 21/jun Segunda Cuzco
46° 22/jun Terça Águas calientes
47° 23/jun Quarta Cuzco
48° 24/jun Quinta Cuzco
49° 25/jun Sexta Cusco / Lima
50° 26/jun Sábado Lima
51° 27/jun Domingo Lima / Trujillo
52° 28/jun Segunda Trujillo
53° 29/jun Terça Trujillo / Lima
54° 30/jun Quarta Lima / ica
55° 01/jul Quinta Ica / Arequipa
56° 02/jul Sexta Arequipa
57° 03/jul Sábado Arequipa
CHILE
58° 04/jul Domingo Arequipa
59° 05/jul Segunda Arequiá / Tacna
60° 06/jul Terça Tacna
61º 07/jul Quarta Tacna/Arica
62º 08/jul Quinta Arica
63º 09/jul Sexta Arica/calama
64º 10/jul Sábado Calama/San Pedro do atacama
65º 11/jul Domingo San Pedro do atacama
66º 12/jul Segunda San Pedro do atacama / Calama
67° 13/jul Terça Calama / Santiago
68° 14/jul Quarta Santiago
69° 15/jul Quinta Santiago
70° 16/jul Sexta Santiago
71° 17/jul Sábado Santiago
72° 18/jul Domingo Santiago
73° 19/jul Segunda Santiago / Londres
EUROPA
74° 20/jul Terça Londres
85° 02/Ago Segunda Londres - Curso Eurocentres
110° 27/Ago Sexta Londres - Final do curso
115° 01/Set Quarta Roteiro da Europa em Aberto
176° 11/Nov Quinta Londres/Salvador.

sábado, abril 17, 2010

Pra entrar no clima da viagem

Achei tao interessante a sutileza da resposta do agente de viagem com o qual fechei a trilha inca (em machu pichu) que vou transcrever aqui a nossa conversa por email, pra poder compartilhar um pouco do clima da viagem..rs

Cinthia pergunta:
Boa Tarde Marcelo.

Você sabe dizer se nos pontos de acapamento na trilha inca existe disponibilidade de aluguel de toalhas? Não vi nas recomendações "o que levar" nem em "o que está incluso". É necessário levar?

Marcelo responde:
Boa tarde Cinthia.

Leve uma toalha de rosto.
É muito frio, os chuveiros são precários e dificilmente você conseguirá tomar banho.
No acampamento do terceiro dia é possível ter água quentes.

ou seja, banhe-se se for capaz

segunda-feira, abril 12, 2010

Um Dilema Essencial

O que é essencial? Estou neste dilema há umas semanas. E não é um dilema filosófico do tipo “o essencial é invisível aos olhos” . Os meus possíveis “essenciais” estão bem diante dos meus olhos, em cima da minha cama. A questão é: O que é essencial para uma viagem de seis meses? Big Lista! Mas todo o essencial eu levarei nas costas, por todos os lugares que eu for durante esses seis meses. Putz, enxuga a lista. E o essencial deve ser suficiente para dias de calor e muuuito frio. Caramba, vou pirar! O essencial para o frio é pesado demais. E a vaidade? Esta vai ter que ficar de lado, porque carregar a vaidade nas costas em uma mochila de 72L é um fardo pesado. Posso considerar que aí entra um pouco da vertente filosófica da questão. Tira aquele sapato que combina com a camiseta de listras, a bolsa que combina com o brinco de prata, o sutiã que combina com o bla-bla-bla....É o relógio. O calçado. A blusa de frio. O cachecol. A bermuda. A máquina fotográfica. O biquine (será que terá utilidade? Brasileiros sempre acreditam que poderão precisar, é melhor não pagar pra ver). O band Aid. A garrafa d’água. A lanterna. A meia marrom fio 80. O Shampu. O hidratante. Sabonete. Desodorante. E todas as coisitas mais que a gente usa pra eliminar os odores inerentes ao ser humano. E ainda tem q sobrar aquele espacinho pra caber as coisas que, possivelmente, serão compradas lá. Sim, porque comprar faz parte de aproveitar a viagem. Será????? Meu deus, E as lembrancinhas? E a minha coluna?!! Tem também o remédio pra sinusite. O anticoncepcional. A tesourinha, lixa de unha, alicate (vaidade?). Levo um travesseiro para as longas viagens nas lendárias estradas bolivianas? E o guia de viagem, a documentação da fractais, o saco de dormir pra trilha inca, as barrinhas de cerais. Nossa!! To lembrando das viagens que faço no fim de semana, sempre preparo uma bagagem de um mês, retornando sem usar nem 20% do que levei – dizem que todas as mulheres são assim. Mas agora não tem mala de rodinha, ajuda p carregar...Ufa. To encarando o primeiro desafio da minha maratona!

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Pq ele tem tanta coisa pra me contar
E eu um monte de beijo pra beijar
Um monte de dengo pra dengar
Um monte de sorrisos p sorrir
É que gosto de estar com ele, sabe...
E ainda tem aquele filminho p assistir.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Planejar uma viagem é bem mais excitante do que previa. Eu que sempre dizia que nao sabia planejar, aprendi que o primeiro passo é começar. Esses dias me tem sido muito proveitosos, posso me dedicar a esta etapa tão importante. O guia me tem sido muito util, cada pagina que leio, cada dica, cada descrição dos lugres me empolgam fazendo ate o coração palpitar. Quando estava lendo sobre a trilha inca, putz, senti a té arrepiar. Claro que ja to com medinho do frio, dos efeitos da altitude, medo do meu nariz sangrar (em Sorocaba ja senti os efeitos do frio, imagina lá, em pleno inverno), fico imaginando as estradas surreais descritas em todos os lugares que disponibilizam inormações sobre a bolívia, mas isso é ótimo, pois aumenta a ansiedade e a vontade de estar lá. Sinto cada vez mais proximo, cada vez mais real. Dessa vez nao rola adiar, nem um mes a mais, nem um a menos. Ai, ai....Dona América que nos aguarde!!!

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Tenho meia tristeza pra chorar,

Mas não é tristeza de triste

É uma alegria que existe

E é perto de aflorar

E de tão à flor da pele,

Qualquer coisa arrepia

Lua nova, mar em fúria, cantoria

Mesmo longe, é tão perto

Eu sinto tão perto

Uma espécie de deserto

Quase a ponto de inundar

terça-feira, outubro 06, 2009

Mudar.
A cor do esmalte
O corte do cabelo
O intinerário
Mudar de colorido
O caminho pro trabalho
A forma de pronunciar, mudar
Mudar de escondeirijo
Mudar o tom da voz
Desacele-rar
As roupas do armário
O balanço dos quadris
Mudar a forma de girar
Geograficamente
Silenciosamente
Mudança atemporal
Mudar de musica predileta
Mudar a palavra secreta
Mudar a forma de sonhar
Hoje, desesperadamente, senti vontade de mudar.
Cada vinda tua é chuva
Que rega flores
Cada vida tua é uma
Que se entrelaça em coisa minha
De alma amores
A chover.
Você em mim, cadê?
Não eram promessas
É só coisa que recomeça
A cada regresso teu.

segunda-feira, setembro 21, 2009

quarta-feira, agosto 05, 2009

Não gosto quando me roubam de mim,
Não gosto quando tiram de mim o meu silêncio,
E meu espanto

sexta-feira, abril 24, 2009

Deus

Estava sentada apreciando o pôr-do-sol, a pensar na vida, a pensar sei lá em que. À minha frente uma árvore e suas folhas a cair. Sorri com o milagre da renovação! E lembrei que há algum tempo estava tentando pensar em Deus. As folhas nascem para cumprir a sua função, fazendo parte de um sistema. Elas depois retornam para a fonte de sua criação. As folhas que caem servem de insumo para as próximas que virão. Mas qual seria afinal a sua função? Qual seria a sua razão de ser? Não sei – desisti. As folhas simplesmente caem. A árvore seria então a vida? Talvez. Mas o que alimenta a árvore? Qual a essência que vai da raiz às folhas? O que mantém a arvore, a vida? Rapidamente me veio a resposta: A água. A água é Deus! Perfeito – Exclamei. Há muito desconfiava que deus pudesse ser a água. Agora eu já sei por quê. E o vento balançava. Brisa suave no rosto. Folhas a despencar. Quanto mais forte o vento, mais folhas ao chão. É por causa dele que as folhas se desprendem da árvore e flutuam leves para retornar ao solo. É o vento. O vento que impulsiona o recomeço. O vento é Deus! Mas sendo água e sendo vento, deus poderia ser terra também. E porque não? Então...fácil demais! Onde a árvore se sustenta? Onde se equilibra? Onde firma as suas raízes? De onde vem seu alimento? Sim, é a terra. A terra é Deus! Ah, mas e o fogo? Deus deve ser fogo também. Via os raios do sol sobre o mar. Então eu pensei: As folhas precisam do sol. Precisam da sua luz para sobreviver, é dele que vem a fonte, mas...espera – parei. O sol não é o fogo. O fogo não é o sol. Seria então o fogo o calor. Não sei! Não sei o que é o fogo então. Mas o fogo existe, eu sei que ele é real. Mas pra que ele serve? O fogo, meu Deus, é mau? Ele queima, ele destrói. Não, mas o fogo não pode ser isso. Não é possível que eu não saiba dizer o que é o fogo, pra que ele serve. Mas eu consigo sentir que ele existe. Ah, então o fogo é isso mesmo. É o que existe e agente não sabe o que é. A gente não sabe por quê. É aquilo que a gente sente. Talvez o fogo contribua para a existência da folha. Talvez ela só exista com a permissão dele. Mas a gente não sabe como. A gente não sabe por quê. A gente não é capaz de explicar... Mas, peraí – emocionei-me: Isso é Deus!!

Escrito no solar do Unhão, em algum dia de 2003

domingo, abril 19, 2009

Mas será possível sentir-se saudade da tristeza? É que tristeza parece sempre mais profunda, parece que coloca a gente pelo avesso e faz transbordar. E o poeta? Precisa ele ser triste? É na tristeza que se escrevem versos sublimes. É sempre na tristeza que acontece uma identificação das sensações mais intensas, e o encontro com o outro vem. Não quero ser triste para poder escrever, é que ja cresce em mim a felicidade que contagia. Então, vamos sambar!

segunda-feira, setembro 22, 2008

Certa Noite - 3 Na Massa

Composição: Alex Antunes

Hoje você me deixou
Quer dizer
Hoje você me deixou de novo
Depois a gente volta
Sempre voltou
Você voltou
Voltou sempre que me deixou
Mas há sempre algo que se lasca
Que se acaba
Uma magia que se estraga
Uma vela que se apaga
Aos poucos
Um abalo que um dia, talvez, não dê mais jeito
Uma ofensa que, talvez, desta vez, não dê conserto
E então chega um dia em que eu não te reconheço
Um dia que não vem depois do outro
Uma certa noite
Fora do tempo
E então um dia eu não me reconheço
E quero o que eu nem sabia
Que era isso que eu queria...

domingo, setembro 07, 2008

O seu corpo,
Meu jeito
Você de tão livre
Me faz imperfeito
Me faço sozinho
Por que vou contigo
Todas as vezes que te vejo partir
Fico assim, sem mim...
Só um pouco
Com a outra metado que o tempo não traz

sábado, agosto 30, 2008

Ta tudo enlatado
A descarga leva o feto indesejado
Faerinha, só na pílula
Na mesa falta o pão...

segunda-feira, agosto 25, 2008

sábado, agosto 23, 2008

É que eu prefiro o verão. Prefiro os dias de sol pra tirar o mofo dos olhos, pra esticar o corpo, pra sentir o suor escorrer e sentir mais sede de mar. Tem dias que a saudade aperta que faz doer, e o frio intensifica tanto esse humorrr. Alguém sabe me dizer que dia começa a primavera??

Encontro de Malabraes...


domingo, agosto 03, 2008

segunda-feira, junho 30, 2008

quinta-feira, junho 05, 2008

Eu queria saber mais sobre mim,
Mais sobre o que acontece comigo quando eu sorrio
Quantos músculos da face se movimentam...
Já ouvi na TV uma vez, mas não consegui decorar.
Queria saber se sou mesmo tão fria
E cheia de que, quando fico vazia.
Queria saber se eu suporto,
Eu me provo deveras,
Mas se insistisse um pouco mais, não sei se resistiria
Queria saber quantos fios de cabelo me caem por dia
Queria saber se sabes de mim,
Se esse eu que conheço é o mesmo que vês
Quando penso que SEI-ME completo, o tempo vai lá e tranforma
E o que sei é sempre fragmento dos segundos que fui
Não me pergunte se choraria,
Se explodiria em silêncios
Ou em espasmos de alegria
Há dias que sou uma bolha de apatia

Mas queria saber mais
Do meu mundo, minha delicadeza
Ser um pouco mais de mim a cada dia.

quarta-feira, maio 07, 2008

Um incenso aceso, um espelho, uma câmera e uma mulher...


...De repente Sônia apareceu junto dele. Aproximou-se com um passo quase imperceptível e sentou-se ao seu lado. Ainda era muito cedo; corria ainda a frescura matinal(...) O seu rosto mostrava ainda sinais da doença, emagrecera, estava pálida, de feições vincadas. Sorriu-lhe afetuosa e alegremente, mas, como de costume estendeu-lhe timidamente a mão. Estendia-lhe sempre a mão com timidez, às vezes nem chegava quase a dar-lhe completamente, como se receasse um insucesso. Ele lhe aceitava sempre a mão como se o fizesse de má vontade, parecia sempre acolhê-la com contrariedade, às vezes conservava um silêncio obstinado durante todo o tempo da sua visita. E então ela tremia diante dele e partia profundamente entristecida. Mas, agora, suas mãos não se soltaram; ele lhe lançou um olhar rápido; não disse nada e baixou os olhos. Estavam sós, ninguém os via. A sentinela tinha-se afastado naquele momento.
Como aquilo foi, ninguém o sabia, mas derrepente, houve qualquer coisa que pareceu apoderar-se dele e fez com que ele se deitasse aos pés dela. Chorava e abraçava os seus joelhos. No primeiro momento ela ficou muito assustada e o seu rosto tornou-se paracido com o de uma morta. Saltou do seu lugar e, toda a tremer, ficou olhando para ele. Mas compreendeu tudo, imediatamente naquel mesmo instante. Nos seus olhos brilhou uma infinita felicidade; compreendia, e para ela já não havia dúvida de que ele a amava infinitamente, e que chegara finalmente o momento.
Quiseram falar, mas não lhes foi possível; havia lágrimas nos seus olhos. Estavam ambos pálidos e abatidos; mas naquele s rostos doentios e pálidos brilhava já a aurora de um renovado futuro, de uma plena ressurreição para a nova vida.

Trecho do livro "Crime e castigo", Dostoiévisk

sábado, maio 03, 2008

O copo fundo

O fundo do copo fundo reflete o meu semblante.
Não tão doce como o suco que me adoça a boca,
Não tão vivo como o movimento das suas gotas
Apenas, tanto quanto eu do fundo do copo, distante.

Tenho o controle do copo,
Mas sinto-me escorrer por entre meus dedos
Tal qual fluido que pela minha garganta escoa.

O conteúdo do copo está acabando
Em alguns segundos ele estará vazio
Vazio como o meu semblante agora

Permito-me esvaziar-me de mim mesmo
Procurarei mais tarde no espelho
A imagem que no fundo do copo se perdeu
Procurarei-me em algum lugar que não em mim.

As ultimas gotas levaram consigo cada pedaço do meu aspecto
Agora nada mais é doce,
Nada mais é calmo,
Apenas vazio
Meu semblante, a poesia, o copo...

quinta-feira, maio 01, 2008

E se a mim só me restam silêncios
É em silêncio que exorciso minha dor...

sábado, abril 26, 2008

Homem

Pode o homem ser livre se não ama?
Pode o homem amar se ele engana?
Pode matar a sede
Circular por onde quer sem sentir medo
Inventar segredos
Se esconder e depois sumir
Pode o homem ser feliz
Pode o homem querer bem
Pode ser infinito
Arriscar o que quiser sem ter receio
Inventar sonhos
E no contentamento de estar vivendo
Explodir de afetos
Abrigar em si o universo
Pode o homem amar!
Basta amar-se primeiro
Basta amar-se por inteiro
E descobrir que pode amar além
Pode sorrir
Pode ele estender a mão
Descansar nos intervalos do amar
E da melancolia fazer nascer o encanto
Pode o homem tanto
Tanto que esquece o quanto
Pode o homem o amor desejar
E amar enfim
Fechar os olhos,
Ver!
Morrer e renascer toda manhã
Pode amar!
Sim, pode o homem sempre amar
E então ser livre porque ama
Amar grande
Amar forte
Amar tudo, a todo instante
Amar aquém
Pode o homem transformar-se quando ama
Pode o homem crescer
Tudo que a força do amor conceber
Descobrir que está vivo
Permitir-se acreditar
Pode o homem deixar fluir o amor
Na chuva, nos trilhos
Em rotas além do mar
Pode enfim ser homem de verdade
Simplesmente por viver de amar.

sexta-feira, abril 11, 2008

Para me redimir....


Para corrigir uma grande injustiça, aqui vai um post exclusivo para aquele que se encaixa no grupo dos meus queridos. [E ele á ta voltando, ebaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa]
Ah, e para ele dormir feliz: amigo! querido amigo!! hihihi...

terça-feira, abril 08, 2008

sábado, abril 05, 2008

Filtro dos sonhos

Aqui está uma pequena história do significado dos filtros: Extraída do blog de Rodrigo Ávila
http://rodrigoavilla.blogspot.com/2007/08/filtro-dos-sonhos.html

Duas tribos estavam em guerra. As desarmonias energéticas, geradas pelas lutas, traziam pesadelos e não deixavam as crianças dormirem. A Mãe-Búfala (Espírito-guardião) pediu ao Xamã da tribo que fizesse um círculo com um galho de árvore e deixasse uma aranha fiar uma teia dentro dele. Nesse círculo foram colocadas algumas pedras e penas para atrair as energias dos sonhos, dos pesadelos. O Filtro foi colocado na tenda das crianças. Elas se acalmaram e passaram a dormir bem. Pouco tempo depois, as tribos fizeram as pazes. Desde então o DREAM CATCHER é usado como um filtro de sonhos capturador de energias desarmônicas. Ele filtra as desarmonias prendendo-as nos nós de sua teia e deixando passar as energias harmônicas. As energias desarmônicas são desfeitas quando ele é exposto ao Sol.No círculo de madeira são gravados os nomes dos Deuses das direções sagradas: Apu Uno (norte), Apu Pacha Mama (sul),Apu Inti (leste), Apu Huaira (oeste). O círculo é revestido com fibras naturais ou couro. Dentro dele é tecida uma teia onde são colocadas pedras, sementes, conchas ou metais que atraem as energias do ambiente e da pessoa que o carrega (que usa). Trabalha o corpo físico, o corpo mental, o corpo emocional e a relação com as energias da Terra.Depois de tecido, o DREAM CATCHER representa a teia da vida de cada pessoa e lhe traz energias que vão impulsioná-la a um caminho de equilíbrio e harmonia, trazendo alegria, paz e felicidade. Cada filtro tem um dono. Além de trabalhar as energias do ambiente, fazendo com que as pessoas que frequentam o ambiente recebam apenas boas energias, ele ancora energias que vão trabalhar o corpo emocional da pessoa que é dona dele.Depois de pronto, é feita uma leitura dessas energias para que seu dono saiba, exatamente, quais energias específicas o filtro vai ajudá-lo a trabalhar.


quarta-feira, abril 02, 2008

No pólo petroquimico a natureza tb é viva!

-Cuidado para não escorregar! - Alertei-o sobre o barranco que estava molhado em função da chuva que caíra minutos atrás.
-É um filhote de passarinho
-Ai que lindo! -Aproximei-me para ver de perto o ninho, contrariando a minha própria advertência sobre o barranco molhado.
-Agora toma cuidado você.
- Mas é um roedor! - De imediato não me lembrei o nome daquele bicho que dormia no ninho, com o rabo pelado enrolado em alguns galhos da pitangueira de folhas amareladas do outono.
-Olha, é um sariguê!

Só faltou um palito na boca, foi o que pensei. Senti falta de uma câmera para registrar esta cena mágica: um sariguê, às 12:30, descansando num ninho, provavelmente depois de comer os ovos que ali estavam a espera da mamãe passarinho.

Aí lembrei de um fragmento de um poema que escrevi aos nove anos: E toda essa gente, que o que é bom não conhece, tudo ainda merece e não sabe ser feliz!