Já ia esquecer de comentar uma questão que tem me intrigado. Vi nos jornais estes dias que o numero de furtos e sequestros relâmpagos aumentou no Rio de Janeiro, e que isto tem uma ligação com o tráfico de drogas. Como as vendas da cocaína caíram, em função das novas drogas disponíveis no mercado (Extase, por exemplo), os marginais do tráfico estão migrando para outras atividades. Meu Deus, será que para reduzir estes crimes os cariocas terão que desejar o aumento do consumo da cacaína? Eu hein...
Ah, ontem vi uma coruja em cima do muro daqui de casa (existe uma superstição não muito boa a respeito de corujas). Depois apareceu um gato preto e hoje de manhã acordei com três passarinhos que vieram comer a banana que coloquei lá pra coruja. A natureza sempre dá um jeito de amenizar meu stress...
terça-feira, novembro 28, 2006
Lenine-Gênio!!!
"Precário,provisório,perecível
Falível,transitório,transitivo
Efêmero,fugaz e passageiro
Eis aqui um vivo
Impuro,imperfeito,impermanente
Incerto,incompleto,inconstante
Instável,variável,defectivo
Eis aqui um vivo
E apesar
Do tráfico,do tráfego equívoco
Do tóxico do trânsito nocivo
Da droga do indigesto digestivo
Do câncer vir do cerne do ser vivo
Da mente, o mal do ente coletivo
Do sangue, o mal do soropositivo
E apesar dessas e outras
O vivo afirma, firme e afirmativo
"O que mais vale a pena é estar vivo"
Não feito, não perfeito, não completo
Não satisfeito nunca, não contente
Não acabado, não definitivo
Eis aqui um vivo
Eis-me aqui"
Lenine-Vivo
Falível,transitório,transitivo
Efêmero,fugaz e passageiro
Eis aqui um vivo
Impuro,imperfeito,impermanente
Incerto,incompleto,inconstante
Instável,variável,defectivo
Eis aqui um vivo
E apesar
Do tráfico,do tráfego equívoco
Do tóxico do trânsito nocivo
Da droga do indigesto digestivo
Do câncer vir do cerne do ser vivo
Da mente, o mal do ente coletivo
Do sangue, o mal do soropositivo
E apesar dessas e outras
O vivo afirma, firme e afirmativo
"O que mais vale a pena é estar vivo"
Não feito, não perfeito, não completo
Não satisfeito nunca, não contente
Não acabado, não definitivo
Eis aqui um vivo
Eis-me aqui"
Lenine-Vivo
sábado, novembro 25, 2006
À beira do abismo
(Em homenagem a Dé)
Estou a três passos de virar amor.
Disseram-me que precisaria aprender francês,
O que me parece inútil...
Comprei uma saia de chita, acho que combina com amor.
Estou a três passos de ser totalmente consumida pela chama viva
Mas o que há de queimar em mim, senão o próprio fogo do amor eterno, que por três passos não se confunde com meu próprio eu?
Amo receber flores de Abelardo,
Ainda mais quando ele elogia o meu vestido azul
Com seu olhar azul que é só mar
A três passos do amor, sinto o cheiro de amar presente
Pitangas alaranjadas com textura de caqui...
Sinto o frio na barriga da roda gigante
E uma esperança cintilante de poder eternamente flutuar
Três passos apenas me levarão ao abismo infinito de ser amor,
De ser amar
Tenho a sensação que isso, ao mesmo tempo, me fará oceano
Queria tanto ser água...
Estou a três passos de virar amor.
Disseram-me que precisaria aprender francês,
O que me parece inútil...
Comprei uma saia de chita, acho que combina com amor.
Estou a três passos de ser totalmente consumida pela chama viva
Mas o que há de queimar em mim, senão o próprio fogo do amor eterno, que por três passos não se confunde com meu próprio eu?
Amo receber flores de Abelardo,
Ainda mais quando ele elogia o meu vestido azul
Com seu olhar azul que é só mar
A três passos do amor, sinto o cheiro de amar presente
Pitangas alaranjadas com textura de caqui...
Sinto o frio na barriga da roda gigante
E uma esperança cintilante de poder eternamente flutuar
Três passos apenas me levarão ao abismo infinito de ser amor,
De ser amar
Tenho a sensação que isso, ao mesmo tempo, me fará oceano
Queria tanto ser água...
sexta-feira, novembro 24, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Hoje estive conversando com uma amiga sobre dejavour (Nem sei se é assim que escreve). Aí lembrei de um texto que escrevi ha alguns anos quando estive a pensar sobre isso. É como se fosse uma abertura acidental de uma válvula que permitisse que tivessemos consciencia das coisas no exato momento em que elas acontecem, então, no momento posterior em que as sentimos de fato (momento este no qual normalmente nos apercebemnos dos acontecimentos), temos a capacidade de lembrar da experiencia anterior. E esse tempo morto pode levar um período desconhecido...
Por issso, vou postar o referido texto aqui
Estrelas
O brilho da estrela que vejo
Me conta o passado.
O deslizar das horas pelos centímetros espaciais.
O que está acontecendo lá fora
Neste momento eu não posso saber
Ficarei a mercê de alguns anos-luz.
E o que se passa comigo agora,
Em que instante aconteceu?
O que se passa comigo agora,
Em que instante saberei?
Qual o abismo que me separa de mim mesmo?
A estrela que o brilho eu vejo
Já não sei se existe mais.
E eu, sentindo-me agora,
Será que ainda sou?
Quando saberei se o meu brilho já se apagou?
A solidez do presente se dissolve
Dissolve também a certeza.
Ver não é mais garantia
Ser, já não é convicção.
As estrelas enganaram por séculos a ciência
E continua obscuro
O mistério da duvidosa existência.
Por issso, vou postar o referido texto aqui
Estrelas
O brilho da estrela que vejo
Me conta o passado.
O deslizar das horas pelos centímetros espaciais.
O que está acontecendo lá fora
Neste momento eu não posso saber
Ficarei a mercê de alguns anos-luz.
E o que se passa comigo agora,
Em que instante aconteceu?
O que se passa comigo agora,
Em que instante saberei?
Qual o abismo que me separa de mim mesmo?
A estrela que o brilho eu vejo
Já não sei se existe mais.
E eu, sentindo-me agora,
Será que ainda sou?
Quando saberei se o meu brilho já se apagou?
A solidez do presente se dissolve
Dissolve também a certeza.
Ver não é mais garantia
Ser, já não é convicção.
As estrelas enganaram por séculos a ciência
E continua obscuro
O mistério da duvidosa existência.
terça-feira, novembro 21, 2006
Engravidou de si mesma. Colocou no seu ventre sua própria semente e eis que germinou! Sentia por si tão profunda estima que resolveu perpetuar-se, reproduzindo cada detalhe conhecido seu. Passou a vida inteira ocupando-se em perceber-se e agora dominava os passos essenciais para sua construção.Sempre desejou a sensação de enxergar-se a partir de dentro e sentir-se internamente a partir dos limites da sua estreita camada exterior. O corpo, faria igual? Ou deixaria-o crescer natural? Se ele fosse mesmo o reflexo do conteúdo infinito interior, cresceria e tomaria as formas identicas ao corpo atual. Deixou-o livre então...Experimentou o deleite de ser tenra e madura na mesma criatura. Engravidou de si mesma e desejou eterna a sua gestação, para sentir-se crescendo dentro de si num processo eterno de perpetuação. Ia nascendo aos poucos e morria um pedaço a cada nascimento seu. E assim viveu por um tempo desconhecido. Como nós mesmos, que não sabemos reconhecer quando morre uma partícula da alma. É preciso calma para renascer...
Um post atrasado
Burn one down
Eu me senti lá denovo
Essa canção me levou pra lá outra vez
Senti o cheiro daquela tarde
Fiquei paralizada com as lembranças
Que estavam adormecidas em paz
Queria tanto não lembrar mais,
Mas aqui estou eu...lá outra vez.
Senti o vento que penetrava em meus póros
E vi as folhas dançarem em rítimos mil
Ai meu deus, esta canção...
Pensei que tivesse esquecido,
Mas aqui estou eu...lá outra vez.
Eu senti toda a magia denovo
Meu corpo reagiu trêmulo a estas sensações
Que se empregnaram doces na memória
Na alma, e em outras dimensões
Eu vi denovo a flor melancólica,
Eu vi denovo a lua no céu
Senti aquela tarde emoldurada nesta canção
Eu não queria sentir mais isso,
Mas aqui estou eu...lá, outra vez.
[14 junho 2003]
Eu me senti lá denovo
Essa canção me levou pra lá outra vez
Senti o cheiro daquela tarde
Fiquei paralizada com as lembranças
Que estavam adormecidas em paz
Queria tanto não lembrar mais,
Mas aqui estou eu...lá outra vez.
Senti o vento que penetrava em meus póros
E vi as folhas dançarem em rítimos mil
Ai meu deus, esta canção...
Pensei que tivesse esquecido,
Mas aqui estou eu...lá outra vez.
Eu senti toda a magia denovo
Meu corpo reagiu trêmulo a estas sensações
Que se empregnaram doces na memória
Na alma, e em outras dimensões
Eu vi denovo a flor melancólica,
Eu vi denovo a lua no céu
Senti aquela tarde emoldurada nesta canção
Eu não queria sentir mais isso,
Mas aqui estou eu...lá, outra vez.
[14 junho 2003]
domingo, novembro 12, 2006
Estou por aki para dizer que ainda estou viva, apesar de sem inspiração. O que pode soar como um paradoxo, mas que seja então...
Deveria postar as fotos do ultimo feriado, mas realmente não ficaram boas. Na minha memória estão todas vivas. A lua. O céu. O mar. O silêncio. O canto dos pássaros. O brilho dos olhos. A moqueca de camarão.
Engraçado, tenho pensado esses dias que a gente poderia poder "dar um CTRL Z" em todas as coisas que a gente faz. Um documento q a gente rasga e depois descobre que não era pra ter rasgado. A roupa que a gente tintura e descobre que a cor não ficou legal. O e mail enviado. O móvel que a gente muda de lugar. A pílula ingerida e tantas coisas mais...Talvez esta impossibilidade seja positiva, pra gente ficar mais atenta e evitar de fazer as besteiras que a gente faz.
Deveria postar as fotos do ultimo feriado, mas realmente não ficaram boas. Na minha memória estão todas vivas. A lua. O céu. O mar. O silêncio. O canto dos pássaros. O brilho dos olhos. A moqueca de camarão.
Engraçado, tenho pensado esses dias que a gente poderia poder "dar um CTRL Z" em todas as coisas que a gente faz. Um documento q a gente rasga e depois descobre que não era pra ter rasgado. A roupa que a gente tintura e descobre que a cor não ficou legal. O e mail enviado. O móvel que a gente muda de lugar. A pílula ingerida e tantas coisas mais...Talvez esta impossibilidade seja positiva, pra gente ficar mais atenta e evitar de fazer as besteiras que a gente faz.
domingo, outubro 29, 2006
A livre prisão de um sonho
Essa noite tive um sonho,
Sonhei que eu era um sonho sonhado por alguém
Tive medo de abrir os olhos
E descobrir que tudo não era sonho apenas,
Tive medo de quem me sonhava
De repente acordar
E eu desaparecer.
Estou sonhando dentro do sonho de alguém,
Um alguém que também é só sonho
Outro sonho sonhado numa estação de trem
Talvez eu esteja tão acordada
Que não perceba o sonho que sonharam de mim
Começo a ficar desconfiada
Que tudo que vejo foi eu que criei
No meu subsonho...
Mundo que eu mesmo inventei.
Vidas são universos infinitos
Sonhando juntos sonhos distintos...
Agora, de olhos abertos, tento entender o meu devaneio.
A minha existência é um sonho
Dentro do sonho de quem desconheço
Mas onde será o começo do fim?
Quem irá despertar primeiro?
Eu, que sonho a minha vida,
Ou aquele que, sonhando, trouxe vida pra mim?
Acordar será encontrar o caos
E no caos descobrir
O poder de despertar o sono de quem me sonhou
Serei sonho do meu sonho apenas
Serei sonho do cosmo e só!
Fusão suprema de cada universo sonhador
Aquele que nos adormece
Com o qual encontramos ao despertar
De onde partimos,
Pra onde retornamos
Vivendo a história que nos for dada a sonhar
Agora já não sei o sonho que me acorrenta
Já não sei se pretendo me libertar.
Sonhei que eu era um sonho sonhado por alguém
Tive medo de abrir os olhos
E descobrir que tudo não era sonho apenas,
Tive medo de quem me sonhava
De repente acordar
E eu desaparecer.
Estou sonhando dentro do sonho de alguém,
Um alguém que também é só sonho
Outro sonho sonhado numa estação de trem
Talvez eu esteja tão acordada
Que não perceba o sonho que sonharam de mim
Começo a ficar desconfiada
Que tudo que vejo foi eu que criei
No meu subsonho...
Mundo que eu mesmo inventei.
Vidas são universos infinitos
Sonhando juntos sonhos distintos...
Agora, de olhos abertos, tento entender o meu devaneio.
A minha existência é um sonho
Dentro do sonho de quem desconheço
Mas onde será o começo do fim?
Quem irá despertar primeiro?
Eu, que sonho a minha vida,
Ou aquele que, sonhando, trouxe vida pra mim?
Acordar será encontrar o caos
E no caos descobrir
O poder de despertar o sono de quem me sonhou
Serei sonho do meu sonho apenas
Serei sonho do cosmo e só!
Fusão suprema de cada universo sonhador
Aquele que nos adormece
Com o qual encontramos ao despertar
De onde partimos,
Pra onde retornamos
Vivendo a história que nos for dada a sonhar
Agora já não sei o sonho que me acorrenta
Já não sei se pretendo me libertar.
quinta-feira, outubro 26, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
Braimstorm de Paixões
Montanha. Pôr-do-sol. Flor. Banho de mar. Cachoeira. Nuvem. Estrela. Andar descalça. Sabores. Texturas. Lilás. O novo. O belo. O imprevisível. O não entender. Poesia. Canções. Livros. Sorvete com batata frita. Brisa. Amigos. Violão. Verde. Devaneios. Sonhos lúcidos. Leveza. Profundidade. Tomate. Cheiro de chuva. Chuva chovendo em outro lugar. Viajar, viajar, viajar!! Derramar-se em palavras. Cinza. Mudanças. Orégano. Sorrisos. Brincos. Confusões que transformam. Ação. Cochilo de tarde. Rede. Caminhar sem destino. Saias. Sons de flauta. O simples. Céu estrelado. Céu nublado. Céu negro. Céu azul. Estar em sintonia. Sentir, sentir, sentir!! Viver. Deixar fluir. Apaixonar-se. Desacostumar-se. Lembrar-se. Escquecer. Matar saudades. Camping. Malabares. Rítimos. Movimento. Água. Ciclos. Equilíbrio. Caos. Vale do Capão. Olhar expressivo. Evolução. Aprendizado. Coco gelado. Suco de Tiga. Abraço apertado. Acarajé. Girar. Silêncio. Pinturas. Maçãs. Experimentalismo. Filtro do sonho. Números. Vida. Desapego. Árvores. Canto de pássaros. Fotografias. Borboletas. Diálogo. Sementes. Pessoas. Descobertas. Transformação...
sexta-feira, outubro 20, 2006
quinta-feira, outubro 19, 2006
Estranha Nitidez
Vejo a amplidão da minha existência
Isso me apavora!
Pálida luz nos olhos da criança
Que, alheia, na calçada descansa
Horas caminha descalça, sorri.
Por um instante meus olhos abriram-se para o mundo
Estranha nitidez!
Não,
Não me atormentem com a vida que acontece
Nas tardes de abril
Tirem-me daqui
Devolvam-me o tempo em que as horas passavam
E os grãos da ampulheta caindo não me importunavam os ouvidos
Excessivamente grave é a minha lucidez!
Já não pretendo o absolutismo das coisas
Basta-me um sorriso mudo num semblante cheio de dor.
Uma brisa gostosa acaricia meu rosto
Mas intensos demais são os raios que me ultrapassam a retina
Aperto bem forte com as mãos os meus olhos
Procuro o alívio dos cegos
Estranha, muito estranha nitidez.
Bato portas,
Fecho janelas
Amarro-me à cadeira da sala com a linha do equador
Não quero ver-te,
Sentir-te
Prefiro a ignorância dos tolos
Atormente-me esta tão estranha nitidez.
Vejo a amplidão da minha existência
Isso me apavora!
Pálida luz nos olhos da criança
Que, alheia, na calçada descansa
Horas caminha descalça, sorri.
Por um instante meus olhos abriram-se para o mundo
Estranha nitidez!
Não,
Não me atormentem com a vida que acontece
Nas tardes de abril
Tirem-me daqui
Devolvam-me o tempo em que as horas passavam
E os grãos da ampulheta caindo não me importunavam os ouvidos
Excessivamente grave é a minha lucidez!
Já não pretendo o absolutismo das coisas
Basta-me um sorriso mudo num semblante cheio de dor.
Uma brisa gostosa acaricia meu rosto
Mas intensos demais são os raios que me ultrapassam a retina
Aperto bem forte com as mãos os meus olhos
Procuro o alívio dos cegos
Estranha, muito estranha nitidez.
Bato portas,
Fecho janelas
Amarro-me à cadeira da sala com a linha do equador
Não quero ver-te,
Sentir-te
Prefiro a ignorância dos tolos
Atormente-me esta tão estranha nitidez.
terça-feira, outubro 17, 2006
Atravessou a rua distraída, olhou para os lados de forma automática, sem prestar muita atenção. Viu na calçada um mendigo deitado, mas nada que não fosse normal. Repentinamente o olhar de Frederico cruzou-se com o seu. Reconnheceu ali um brilho familiar e teve a impressão de que, algumas sensações, os anos pouco conseguiram apagar . Os carros que passavam interrompiam o momento infinito do reencontro. Incrível como preservava o mesmo jeito de pegar nos cabelos e a maneira iluminada de sorrir. No instante eterno em que os olhares se cruzaram disseram em silêncio todas as palavras que ficaram por ser ditas. E não menos estranha foi a sua maneira costumeira de partir...
segunda-feira, outubro 16, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006
Zé [Vanessa da Mata]
Você dita ao meu coração
O que ele não quer aprender, Zé
Você quer que o meu coração
Siga a tua receita só
Não, quero que aceite
O jeito que eu te dou de mulher
Não, e aproveite
O resto o tempo dá jeito
Mesmo que tenha a minha oração
Que você dispensa Zé
Você faz com que o meu coração
Siga a tua beleza só
Vá lembrar a tardinha
Quando nos conhecemos Zé
Havia uma beleza ali
Ou era criatividade minha
Quando andava pela rua
Cor de sol amarelo ouro
Me fitava e eu me avermelhando
Som de jardim de sonho
Zé era seis da tarde
Dia e escuridão
Tinha tom, sino e alarme
Roubando o meu coração
Hortelã, alecrim e jasmim
Ave Maria cantando
Ela tão satisfeita por mim
E eu num galho do sol
Que nem passarinho
Que nem passarinho
Desvanecida de amor
Cor de carmim
O que ele não quer aprender, Zé
Você quer que o meu coração
Siga a tua receita só
Não, quero que aceite
O jeito que eu te dou de mulher
Não, e aproveite
O resto o tempo dá jeito
Mesmo que tenha a minha oração
Que você dispensa Zé
Você faz com que o meu coração
Siga a tua beleza só
Vá lembrar a tardinha
Quando nos conhecemos Zé
Havia uma beleza ali
Ou era criatividade minha
Quando andava pela rua
Cor de sol amarelo ouro
Me fitava e eu me avermelhando
Som de jardim de sonho
Zé era seis da tarde
Dia e escuridão
Tinha tom, sino e alarme
Roubando o meu coração
Hortelã, alecrim e jasmim
Ave Maria cantando
Ela tão satisfeita por mim
E eu num galho do sol
Que nem passarinho
Que nem passarinho
Desvanecida de amor
Cor de carmim
domingo, outubro 08, 2006
O que tu és teu
E daí?
Além do teu nome, o que mais é teu?
As roupas que guardas no armário,
O medo que escondes bem fundo,
O amigo que tu conquistastes?
É tua a tua história,
Ou és só parte da história de alguém?
Existirá alguém que possua?
Consolo...
O abraço que tu destes?
As palavras que saíram da tua boca,
A idéia que julgastes louca,
É tudo teu também?
O caminho que tu escolhestes,
Foste tu mesmo que escolheu?
Tu abriste a porta, ou o mundo abriu-se diante de ti?
Entrastes!
É tua a tua conquista?
Teu desejo?
Teu sonho, será que é teu?
Teu destino, tua sorte...
E ao tempo, o que pertence?
O acaso o que te deu?
O teu passado, de quem será?
Viveste.
Carregas contigo a memória
Levas em teus braços os anseios
Da vida que pensastes ser tua
És fragmento e totalidade
A ti nada pertence,
Pertences!
Tu já és o que queres possuir
Teu é apenas teu mundo
Criastes!
Além do teu nome, o que mais é teu?
As roupas que guardas no armário,
O medo que escondes bem fundo,
O amigo que tu conquistastes?
É tua a tua história,
Ou és só parte da história de alguém?
Existirá alguém que possua?
Consolo...
O abraço que tu destes?
As palavras que saíram da tua boca,
A idéia que julgastes louca,
É tudo teu também?
O caminho que tu escolhestes,
Foste tu mesmo que escolheu?
Tu abriste a porta, ou o mundo abriu-se diante de ti?
Entrastes!
É tua a tua conquista?
Teu desejo?
Teu sonho, será que é teu?
Teu destino, tua sorte...
E ao tempo, o que pertence?
O acaso o que te deu?
O teu passado, de quem será?
Viveste.
Carregas contigo a memória
Levas em teus braços os anseios
Da vida que pensastes ser tua
És fragmento e totalidade
A ti nada pertence,
Pertences!
Tu já és o que queres possuir
Teu é apenas teu mundo
Criastes!
Escolheu morrer num sábado pela manhã. Porque sábado de manhã é sempre um dia feliz. As crianças comemoram a folga da escola, a comida é mais saborosa, a praia fica mais alegre e o dia é mais colorido até. Na noite de sexta feira tomou um banho dos mais demorados, disse qualquer coisa nos ouvidos do seu amor, arrumou os cabelos com uma delicadeza irreconhecível, vomitou algumas metáforas e deitou-se para esperar a próxima manhã. Ainda não amanheceu, de modo que não posso contar-lhes até que ponto ela sobreviveu...
sexta-feira, outubro 06, 2006
Bondes
De mim ficou um pouco no bonde
Um pouco de tudo em meus olhos,
Um pouco de tudo em meu tato
De mim, cada parte,
Retrato.
De tudo ficou um pouco bem longe
Um pouco de tudo algures
Um pouco de tudo na história
Do sonho, cada parte,
Memória
Guarda pra ti o retrato
Nele há vida pulsante
Conserva pra sempre a memória
Leva-a contigo em todo bonde,
Pra longe...
Do bonde, em mim, a saudade
Imagem que o tempo adormece
Poeira alguma a alcança
Do bonde, o ruído,
Lembrança.
De tudo, cada parte, nos trilhos
Nas nuvens de calor e fumaça
Na bagagem de quem segue em frente
De mim, do bonde,
Semente.
Um pouco de tudo em meus olhos,
Um pouco de tudo em meu tato
De mim, cada parte,
Retrato.
De tudo ficou um pouco bem longe
Um pouco de tudo algures
Um pouco de tudo na história
Do sonho, cada parte,
Memória
Guarda pra ti o retrato
Nele há vida pulsante
Conserva pra sempre a memória
Leva-a contigo em todo bonde,
Pra longe...
Do bonde, em mim, a saudade
Imagem que o tempo adormece
Poeira alguma a alcança
Do bonde, o ruído,
Lembrança.
De tudo, cada parte, nos trilhos
Nas nuvens de calor e fumaça
Na bagagem de quem segue em frente
De mim, do bonde,
Semente.
quinta-feira, outubro 05, 2006
O que me roubou a atenção foi um fio de cabelo suspenso no ar, equilibrado pela minha respiração. Estava quase curvando-se para tomar a forma do arco-íris que vi no caminho pela manhã. Na hora do desjejum vi a fala do meu avô nos lábios do meu pai. Ele me disse que se eu conseguisse chegar no pé do arco-íris encontraria um pote de ouro lá. Queria ter escutado isso na época em que se podia acreditar, mas sorri. O caminho para aula tem sido uma diversão. Me distraio com os carros ao redor, observo as árvores que as vezes passam despercebidas, vejo o movimento das pessoas...Hoje foi embalado por Baden Power "Quem de dentro de si não sai vai morrer sem amar ninguém" e senti derrepente um gosto saudoso de acarajé...
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