10 graus em Uyuni! Eh a primeira vez que vejo neve. Alias, eh a primeira vez que tantas coisas acontecem comigo. Primeira vez que sinto saudades de uma forma tao intensa. Primeira vez que fico 2 noites sem tomar banho (e sem a menor dor na consiencia). Primeira vez que como carne de llama (e so comipor nao saber que o era). Chega uma hora que da vontade de fugir pra se esconder o frio, mas para onde ii? Hoje acordamos as 4h da manha para irmos visitar os gaysers. Nem sabia que isto existia. Eh uma especie de valvula de alivio da terra de onde emanam vapores com enxofre, mas eh impossivel sair do carro. Esta nevando! Mas a frente, ha uma piscina de aguas termais. Ja sao 7h da manha, faz um frio de rachar, mesmo sem neve, e ainda ha uns loucos que conseguem tirar a roupa e banhar-se. Eu nao quiz arriscar.
Uyuni eh uma cidade marrom. MOntanhas ao redor, marrom. Ruas de barro, marrom. Casas de barro, marrom. Pessoas palidas, marrons. A cidade eh fria, exibe uma pobreza sem disfarces. Mas quando se caminha alguns metros ao redor, somos surpreendidos por uma paisagem exuberantes. O tour foi feito com a Estrela del Sur. ha uma agencia no Chile e outra em Uyuni. PAguei U$ 86,00 pelo pacote de 3d/2n, com acomodacao e todas as refeicoes incluidas. A acomodacao eh extremamente simples, nao muito diferente da comida (preparadas em condicoes tao precarias, do tipo que, se voce vir como eh feita, nao come). Na primeira noite, hay duchas, sem aguas calientes. Na segunda noite, nao hay duchas, solamente banos. Eis o porque das duas noites sem tomar banho no calor de quase -10 graus. Acredito que as outras agencias que fazem o tour oferecem condicoes iguais, mas nos foi muitor ecomendado a Estrela del Sur ou Cordilheira.
A Bolivia pode ser um pais pobre, de pessoas estremamente simples, vivendo em condicoes precarias, sistema de transporte ineficiente. Mas as paisagens que se podem contemplar daqui supera qualquer dificuldade. Aqui no salar de Uyuni a paisagem muda a cada kilometro rodado.Primeira uma imensa extensao branca, de puro sal, que nos pode cegar os olhos (por isso as lentes de sol sao tao recomendadas). HAvia aqui uma pequena planta para refino, mas, em funcao do baixo preco de venda do sal e dos altos custos de operacao da planta, este processo eh feito de forma manual. Logo a frente chega-se a ilha do pescado. Uma especie de "mata de cactus"no meio do deserto de sal. Dizem que aquilo tudo ali ja foi mar. Depois pode-se ver montanhas multicolores. Eh impressionante a sutileza e variedade de cores que se pode ver aqui. Vulcoes ao longe. E voce vai trafegando numa infinita sucessao de nada, literalmente no meio do deserto. Mas eh um nada tao surpreendente, tao fascinante que te faz esquecer de tudo. Alias, esta tambem eh a primeira vez que vejo as cores, formas e paisagens como as que vi. PErcorreria tranquilamente os infinitos kilometros nas estradas precarias para chegar novamente aqui.
segunda-feira, maio 24, 2010
Sobre as folhas de coca.
Uma forma interessante de explicar o que ancontece quando chegamos em lugares com altitude elevado foi. Voce chega la, respira e seu cerebro extranha por que nao chegou para ele a mesma quantidade que ele costumava receber. Os efeitos da altitude no organismo, Sorojche, como os bolivianos costumas chamar sao dor de cabeca, tontura, nausea, cansaco (nao encontro o cedilha do teclado). Chegando em Potosi, a 4060 metros de altitude, senti cansaco, nao mais que isto. Aqui na Bolivia, a folha de coca eh uma folha sagrada. Pode-se ver constantemente as pessoas na rua mascando a folha, nao eh droga, nao eh proibida. Para visitar as minas de cerro rico, que ficam a 4160 metros a cima do nivel do mar, a empresa que organiza o tour recomenda que compremos a folha de coca, para reduzir os efeitos da altitude, agravados pelo fato de estarmos entrando debaixo da terra, loiteralmente.
A folha nao se masa, simplismente debemos coloca-la na boca, guarda-la na bochecha e ir meio que chupando para extrair o sumo. Nao tem nenhum efeito, nao causa nenhum disturbio, ou alteracao, apenas melhora a oxigenacao do cerebro, e deixa o lado da bochecha onde elas sao "guardadas" dormentes. Descrevo apenas os efeitos que causaram em mim. O efeito e o proposito do consumo dela aqui eh justamente amenizar os efeitos da altitude.
A folha nao se masa, simplismente debemos coloca-la na boca, guarda-la na bochecha e ir meio que chupando para extrair o sumo. Nao tem nenhum efeito, nao causa nenhum disturbio, ou alteracao, apenas melhora a oxigenacao do cerebro, e deixa o lado da bochecha onde elas sao "guardadas" dormentes. Descrevo apenas os efeitos que causaram em mim. O efeito e o proposito do consumo dela aqui eh justamente amenizar os efeitos da altitude.
sexta-feira, maio 21, 2010
quinta-feira, maio 20, 2010
As empresas de transporte rodoviario da Bolivia tem um grande defeito. Nao vou discutir aqui as condicoes dos onibus, sempre velhos, quebrados, sujos e apertados (projetados para os Bolivianos baixinhos, claro). Mas acho que no ato da venda das passgens deveria ser fornecido ao passageiro uma bexiga extra ou pinico ou uma sonda. Ou simplismente uma recomendacao de nao consumir nenhum tipo de liquido nas 24 horas que antecedem a viagem. Meu Deus, nao tem condicoes de viajar 6, 13 ou vinte e tantas horas num onibus sem banheiro, em uma estrada que nao tem uma moita sequer. Na estrada, nada de um lado, nada do outro, algumas llamas pastando e umas montanhas bem longe, ao redor. Maldita coca cola que tomei antes de pegar o onibus. Senor, hay un bano cerca de aqui? (pondo em pratica o portunhol). No, no hay. Pensei, vou esperar anoitecer, mas ainda erm 15:30, e o sol brilhava mais que o sorriso do pequeno principe. Que inveja eu senti das tholas naquele momento. Eu sei que nestas horas nao se deve ter vergonha, mas se estivesse com uma daquelas saias o meu problema ja estaria resolvido. Eu, por causa do frio previsto para Uyuni, visto uma calca de sarja e duas meias segunda pele. Na verdade, como uma delas eh sinza, poderi se confundir com a minha propria pele, dado o grau de ressecamento em que ela se encontra. Na verdade, eu espero que este frio chegue mesmo, porque agora faz um calor infernal! A estrada eh toa de brita. Voce imagina o que eh estar com a bexiga quase transbordando em um onibus sem banheiro chacoalhando, dando a sensacao de que ligaram um liquidificador dentro de voce num calor infernal e voce cheia de roupa esperando um frio que nao chega.
Senhores editores de guias de viagem para Bolivia, favor incluir em suas recomendacoes nao consumir liquido pelo menos nas 24 horas que antecedem a viagem de onibus, ou, caso este consumo seja essencial, viagem de saia.
Desfecho da historia? Atras do onibus, numa estrada sem moita, antes do anoitecer.
Senhores editores de guias de viagem para Bolivia, favor incluir em suas recomendacoes nao consumir liquido pelo menos nas 24 horas que antecedem a viagem de onibus, ou, caso este consumo seja essencial, viagem de saia.
Desfecho da historia? Atras do onibus, numa estrada sem moita, antes do anoitecer.
quarta-feira, maio 19, 2010
Las Minas de Cerro Rico - Potosi - Bolivia
5 graus em POtosi! LAbios rachando. Pele acisentada. E uma vontade tremenda de ficar em baixo das cobertas. Hoje senti falta de feijao com farinha, ate comeria com a pimentinha de seu Medra. Senti falta do calor insuportavel da Bahia tambèm.
Ha tantos tecnicos de seguranca na familia e hoje lembrei de todos eles. Visitei a mina de Cerro Rico em Potosi. Melissa, a guia que nos levou aldeia em Sucre è potosina com orgulho. E quando falava de sua terra era com uma certa amargura, pois toda a prata das minas de cerro rico foi roupada pelos Espanhois. Este mesmo sentimento expressou o Jony, guia que nos levou as minas e que me chamava de mi nobia. E hoje, ao visitar o museu da moneda ficou evidente a ostentacao daquela epoca. Mesas, utensilios domesticos, espelhos, quadros, tudo isto de pura prata, o que sobrou para os POtosinos, aquilo que os espnhois deixaram.
E para os tecnicos de seguranca, o desafio de estudar e melhorar as questoes ergonomicas dos mineiros. Nenhuma! Nenhuma condicao de seguranca. NAda de ergonomia. A Mina eh gigante (Nao posso postar fotos agora pq o PC do albergue nao aceita pen drive....saco). Apenas uma entrada - Ambiente confinado. A unicaventilacao è a proviniente da unica porta. Ha diversos rechos em que se deve andar praticamente de joelhos. PArece que encontrei o sentido da baixa estatura dos bolivianos, eles foram feitos para trabalhar nas minas. La è escuro. Hoje estava muito frio, mas dizem que la dentro a temperatura pode chegar a 40 graus. Eles percorrem tuneis que parecem impossiveis de serem percorridos. Usam dinamite com frequencia dentro da mina. E fumam la dentro. Sabem quico, de Chaves. Todos tem as bochechas iguais, na verdade, uma bochecha, que fica recheada de folhas de coca. Eles passam o dia inteiro mastigando aquilo para aguentar as agrurar do ambiente de trabalho. E tosos os turistas que visitam a mina tem que presentea-los com folhas de coca, suco ou dinamites. Trabalham em cooperativas, horas sorriem. Falam Queijua (Nao sei como escevem). E nao param de encher as bochechas de hojas de coca. PAssei nao mais que 2 horas dentro da mina e ja saì com minhas costas quebradas. Eles empurram carros com uma tonelada de coisas, como terra, minerio e sei la mais o que. Eh incrivel, uma terra tao rica teve tudo roubado. O Jony falou que ha uma ponte de prata na espanha, construida com a prata de Potosi. Aqui eles mal tem estradas. Eh estranho ver como a pessoas vivem de forma tao difeente, e da dor no coraao saber que muitas vezes eh de uma forma tao sofrida. O guia nos falou de um frances de 1.90m que passou uma semana trabahando na mina para experimentar a realidade dos Bolivianos, coitado, nao deve ter ficado de pe.
Faz muito frio. Muito frio. Nem da coragem de sair na rua. Amanha estarei indo para Uyuni, dizem la ser mais frio que aqui. Ai meu deusssssssssssssssss!!!!
Chegando em Potosi - BOLIVIA
Tu achas muito cara de pau convidar as pessoas para sentar na tua mesa? Nao Isa, mas depende do contexto. So que neste caso, nada mais natural de acontecer quando ha dois franceses sentados numa mesa e duas brasileiras sentadas em outra, todos esperando o jantar. Foi exatamente o que aconteceu pouco tempo depois de Isa ter-me questionado sobre isso. Hi, do you speak english? Where are you from? Nice to meet you, I`m from France. If you want, you can stay with us to get dinner together." Estava sentindo falta deste processo de socializacao. Engracado, que o processo de abordagem eh sempre o mesmo. De que pais vc eh, esta ha quanto tempo viajando? Vai viajar por quanto tempo? Pronto, vc ja fez um amigo, ou qualquer coisa do tipo. Sucre nao nos proporcionou isto.
O caminho para Potosi eh lindo. Acho que nao encontraremos algo diferente disto nas estradas da Bolivia. Com medo dos esfeitos da altitude, Sorojti, como eles dizem, compramos folha de coca no mercado de Sucre e o Sorojti Pill, ja que Potosi està a 4.100m de altitude. Tivemos uma aula de como mascar a folha de coca com a Melissa, guia que nos levou atè a aldeia Jatun Yampara, e que nos fez descobrir que folha de coca nao se masca, basta apenas coloca-la na boca e deixar sair o sumo. Nao senti tanto os efeitos da altitude quando cheguei aqui, apenas um pouco de cansaco, ficando ofegante ao falar.
A cidade, pelo menos a parte por onde passamos, tem uma poluicao visual tremenda. Muitos carros na rua. Muitas pèssoas transitando. Muitos anuncios. Busina. Mas enfim, mesmo assim tem uma atmosfera mais mochileira. Foi isso que sentii quando chegamos ao primeiro albergue. Lotado de mochileiros com seus lap tops no colo, acho que com medo de encarar o frio la fora. La Casona, recomendo. Apesar de os banheiros serem um pouco sujinhos. Mas esta numa area bem central e promove a socializacao.
Tu achas normal dois franceses aconselharem 2 brasileiras em um bar a nao consumirem alcool? Mas neste caso, nada mais natural de acontecer, uma vez que os dois ja haviam experimentado beber na noite anterior e sentiram mais fortemente os efeitos do alcool em funcao da altitude. Alex e Gothie estao a vijar por seis meses. Sairam da Franca para Argentina, de là foram ao Chile comprar uma van e estao viajando de van por este tempo todo. Ja tendo passado pela Argentina, Chile, Brasil, Bolivia e planejando ir subindo atè o Canadà. Eh nessas horas que lembro de Raul, "Quando acabar o maluco sou eu...".
Potosi eh extremamente frio!! Minha mao parecia que ia congelar. O nariz ardia. A boca voltou a partir. Hoje durante o banho percebi que minha pele nao eh mais morena, agora estou cinza, e nao tem hidratante que de jeito.
Tu achas normal nao querer voltar pra casa depois que se inicia uma viagem como esta?
Mas eh o que fatalmente esta acontecendo comigo....
segunda-feira, maio 17, 2010
O Pequeno Principe
Com este cachecol amarrado no pescoco, me fez lembrar de `O pequeno principe`. Nao me lembro muito bem da historia em si, apesar de te-la relido ha pouco menos de um ano. Mas lembro que fala de amor e de cativar. Lembro tambèm que na capa da edicao que tenho, havia um desenho de um menino com algo amarelo pendurado no pescoco e foi esta imagem que enxerguei quando vi o Jorge, com o seu cachecol azul. E nao havia mais nada para enxergar nos rostos daquelas criancas, alèm do amor. Jorge e Nestor. Quando cheguei a vila eles estavam pastando ovelhas. Uma cena que vou guardar para sempre. As montanhas, o verde, o vento, o sol, a paz, a inocencia, a leveza, o amor... Mas, pensando bem, onde eles vivem, e com a vida que levam nao tem como ser diferente. Era um brilho nos olhos com um sorriso largo e amarelo.
Hoje fui visitar uma aldeia no altiplano chamada Juatun Yampara, onde vivem alguns agricultores . Eles vivem em casas espacadas entre si. As paisagens sao lindas. O caminho ate chegar là tira o folego. E a simplicidade com que vivem espanta. Imagino acordar todos os dias e enxergar o que eles enxergam. Respirar o ar que eles respiram. Nao sei se tenho esta capacidade de desacelerar, digo, nao sei se gostaria de morar....Tentamos visitar uma senhora de 82 anos, que vive sozinha numa casinha de taipa. Ela cuida das llamas, planta, ara a terra. E vive so, no meio do nada. Conhecemos uma familia linda. O proprio Jorge, Nestor, e esqueci o nome dos pais deles. Ela estava no tear. Ele a nos mostrar o lugar. A Isadora achou um pouco comercial, como se eles estivessem a praticar o que estavam a praticar apenas como demonstracao para nos, turistas. Mas mesmo assim, me encantou, eh um choque, uma sensacao boa. Comecei a fazer coisitas de capoeira pros meninos e eles gargalhavam. Lindo demais!! Eles tornaram-se eternamete responsavel por mim. Fui cativada. Vai ser dificil esquecer os sorrisos deles.
domingo, maio 16, 2010
Chegando em Sucre
Sempre peca para olhar o onibus antes de comprar a passagem. È o que aqueles que pretendem viajar de onibus pela Bolivia mais escutam. Acabo de constatar que esta recomedacao è va (nao acho o til neste teclado, nem o cedilha...rs), por que existem duas opcoes: Se voce vir o onibus vc nao vai querer viajar ou se te mostrarem um onibus, com certeza nao è naquele que voce vai viajar. È fantastico chegar na estacao de onibus de Santa Cruz, as pessoas ficam gritando o tempo inteiro como se fosse uma feira. TE abordam, te puxam. E quando voce pede pera ver o onibus eles te mostram fotos, ou diz que estao em manutencao. No nosso caso, vimos o onibus estacionado na rodoviaria làaaa bem longe. Mas enfim...de onibus mesmo, nao tenho pressa de chegar.
Outra coisa muito comum que se ouve quando se pretende viajar de onibus pela Bolivia è que sua viagem (no caso de Santa Cruz para Sucre) pode durar de 13 a 24 horas, nossa, eh uma precisao danada...rs.
Enfim, passagem comprada, e chegada a hora de viajar, caimos no conto do vigario! Onibus velho, sujo e apinhado de gente, na sua maioria, tholas. O onibus entupido de sacolas, um cheiro horrivel de cebola e de geladeira desligada e fechada por alguns dias....nossa!! As tholas parecem todas uma pessoa so. Baixinhas, um pouquinho gordas, cabelos pretos e compridos, sempre penteados com duas trancas, vestindo saias, meias, camisas de linha com um aventalzinho de dois bolsos (parecendo os modelos de vestido de vo Vanilda), umas mantas coloridas enroladas no pescoco, e chapeus. Algumas vezes carregando criancas nas costas. Alias, impressionate a tecnica que elas tem para amarrar as criancas nestas mantas e ergue-las para coloca-las nas costas.
Entrando no onibus semi cama, como nos foi vendido, constatamos que a poltrona so reclina 95 graus, no maximo e como o bagageiro ja estava apinhado de coisas (tenho ceteza que havia dentre elas cebola, por que o cheiro estava horrivel), tivemos que ir com a nossa bagagem no colo. O cumulo do conforto para uma viagem que poderia durar 13 ou 24 ou 32 ou nao sei quantas horas.
Aquele cheiro de geladeira...Chegando aqui em Sucre, constatei que è o cheiro dos Bolivianos mesmo, na verdade, da roupa deles. Parece cheiro de sabao feito em casa, com banha de animal, sem ser acrescido de nenhum aroma. Lembro de ja ter feito isso nas aulas de quimica organica da faculdade. Eh realmente um cheiro muito esquesito.
Estrada movimentada. Transito lento. Velocidade baixa. Pensei, Meu Deus, esta viagem vai ser de 32 horas...mas gracas a deus a viagem durou apenas 16 horas (O bom deste range de tempo de duracao de viagem eh que te faz acreditar que 16 horas num onibus lotado e fedorento eh rapido). Realmente uma experiencia antropologica fantastica, so nao sei se faria de novo...rs. Recomendo, mas deixo claras aqui as condicoes.
Penso que poderia ter aproveitado melhor a viagem se pudesse ver a paisagem. Chegou uma hora em que o onibus entrou num lugar que parecia uma mata. Estrada estreita, so arvore de um lado e do outro, algumas vezes com galhos batendo nas janelas. Depois, nos so podiamos ver copas de arvores do lado direito, o que indicava que estavamos na beira de algum precipicio, e um paredao de barro do outro. O onibus subia em circulos, ja tava ficando tonta. E as estrelas muito proximas das sombras das montanhas que se podia ver adiante. Ficava tentando imaginar a paisagem, nao preguei o olho um so minuto. Numa hora dessas o meu nariz nao entopo, minha rinite me deixou na mao e a minha noite foi aromatizada com o cheiro de geladeira.
Muitas curvas, muitos buracos, muita ladeira. Acho que inclusive a estrada era de terra. Ah, detalhe, onibus sem banheiro. Mas nada que faca falta para uma viagem de 13 horas ou 16 ou 24 ou 32...
Na parada para o jantar, meu deusssss. Eis aqui mais uma recomendacao que se ouve muito quando se pretende viajar de onibus pela Bolivia. Mas fico pensando, serà que realmente precisa avisar para nao comer num lugar daqueles? Pena que nao pude tirar uma foto.
Economizei U$ 50,00. Pois se fosse de aviao pela aerosur pagaria 60,00 pelo trecho que dura 35 minutos e paguei U$ 10,00 por um trecho que durou 16 h, ah, valeu a pena. Cheguei viva e minha bagagem nao extraviou. E Sucre eh uma cidade linda!
Esta internet aqui eh muito lenta, nao consigo colocar as fotos.
Outra coisa muito comum que se ouve quando se pretende viajar de onibus pela Bolivia è que sua viagem (no caso de Santa Cruz para Sucre) pode durar de 13 a 24 horas, nossa, eh uma precisao danada...rs.
Enfim, passagem comprada, e chegada a hora de viajar, caimos no conto do vigario! Onibus velho, sujo e apinhado de gente, na sua maioria, tholas. O onibus entupido de sacolas, um cheiro horrivel de cebola e de geladeira desligada e fechada por alguns dias....nossa!! As tholas parecem todas uma pessoa so. Baixinhas, um pouquinho gordas, cabelos pretos e compridos, sempre penteados com duas trancas, vestindo saias, meias, camisas de linha com um aventalzinho de dois bolsos (parecendo os modelos de vestido de vo Vanilda), umas mantas coloridas enroladas no pescoco, e chapeus. Algumas vezes carregando criancas nas costas. Alias, impressionate a tecnica que elas tem para amarrar as criancas nestas mantas e ergue-las para coloca-las nas costas.
Entrando no onibus semi cama, como nos foi vendido, constatamos que a poltrona so reclina 95 graus, no maximo e como o bagageiro ja estava apinhado de coisas (tenho ceteza que havia dentre elas cebola, por que o cheiro estava horrivel), tivemos que ir com a nossa bagagem no colo. O cumulo do conforto para uma viagem que poderia durar 13 ou 24 ou 32 ou nao sei quantas horas.
Aquele cheiro de geladeira...Chegando aqui em Sucre, constatei que è o cheiro dos Bolivianos mesmo, na verdade, da roupa deles. Parece cheiro de sabao feito em casa, com banha de animal, sem ser acrescido de nenhum aroma. Lembro de ja ter feito isso nas aulas de quimica organica da faculdade. Eh realmente um cheiro muito esquesito.
Estrada movimentada. Transito lento. Velocidade baixa. Pensei, Meu Deus, esta viagem vai ser de 32 horas...mas gracas a deus a viagem durou apenas 16 horas (O bom deste range de tempo de duracao de viagem eh que te faz acreditar que 16 horas num onibus lotado e fedorento eh rapido). Realmente uma experiencia antropologica fantastica, so nao sei se faria de novo...rs. Recomendo, mas deixo claras aqui as condicoes.
Penso que poderia ter aproveitado melhor a viagem se pudesse ver a paisagem. Chegou uma hora em que o onibus entrou num lugar que parecia uma mata. Estrada estreita, so arvore de um lado e do outro, algumas vezes com galhos batendo nas janelas. Depois, nos so podiamos ver copas de arvores do lado direito, o que indicava que estavamos na beira de algum precipicio, e um paredao de barro do outro. O onibus subia em circulos, ja tava ficando tonta. E as estrelas muito proximas das sombras das montanhas que se podia ver adiante. Ficava tentando imaginar a paisagem, nao preguei o olho um so minuto. Numa hora dessas o meu nariz nao entopo, minha rinite me deixou na mao e a minha noite foi aromatizada com o cheiro de geladeira.
Muitas curvas, muitos buracos, muita ladeira. Acho que inclusive a estrada era de terra. Ah, detalhe, onibus sem banheiro. Mas nada que faca falta para uma viagem de 13 horas ou 16 ou 24 ou 32...
Na parada para o jantar, meu deusssss. Eis aqui mais uma recomendacao que se ouve muito quando se pretende viajar de onibus pela Bolivia. Mas fico pensando, serà que realmente precisa avisar para nao comer num lugar daqueles? Pena que nao pude tirar uma foto.
Economizei U$ 50,00. Pois se fosse de aviao pela aerosur pagaria 60,00 pelo trecho que dura 35 minutos e paguei U$ 10,00 por um trecho que durou 16 h, ah, valeu a pena. Cheguei viva e minha bagagem nao extraviou. E Sucre eh uma cidade linda!
Esta internet aqui eh muito lenta, nao consigo colocar as fotos.
Na estacao de trem em Porto Quijarro
Reza a lenda que o trem da morte eh algo impraticavel. De fato nao viajei no verdadeiro trem da morte, pois ele realmente nao eh recomendado em funcao do desconforto e do loongo tempo de viagem. Tambèm, andando a 45 km por hora, qualquer viagem fica longa. Fui na classe super pullmam, a mais confortavel de todas. Entrei no trem e pensei: E como serà a menos confortavel?...rs.
Eh engracado que a todo instante que o trem para, entram vendedores gritando e vendendo zilhoes de coisas, dificil dormir. dificil tambem pela excitacao do inicio da viagem, de estar em outro pais, ouvindo outras liguas, outras feicoes, outros ares. Faria quantas vezes fosse necessario este trajeto.
Foto Sta Cruz - Bolivia
Noticias de Sta Cruz de la Sierra - BOLIVIA
Santa Cruz è uma cidade agradavel. Claro que o primeiro impacto foi o mesmo da fronteira.Cidade suja, visualmente poluìdae transito caotico.Engracado que nao existe semaforo na maioria dos cruzamentos aqui, e por incrivel que pareca, eles respeitam os pedestres. PAssamos primeiro no albergue Bolivar (c. Sucre), mas tentamos procurar outros mais baratosna C, Junin. Haviam muitos, porem todos mais caros e acabamos voltando para a primeira opcao: NO quarto onde fiquei tinha um grupo de um frances e duas francesas.
Fala-se muito a cerca dos cuidados com a comida boliviana, mas aqui conseguimos encontrar bons locais para comer. Comida saudavel e barata. Como Andrew e Nik sao vegetarianos, acabamos entrando no clima. Remosndo Alejandre Cafe e Miente e Cuorpo Sano, ambos vegetarianos. A noite, Lorca Cafe. Lugar agradavel, musica boa, comida saborosa, mas nao tao barata, La encontramos Iotan, o israelense que tinha dado o zig na gente enquanto procuravamos o albergue, e Javier, o espanhol figuraaaassa que conheci na estacáo de trem de Quijarro. Isso aqui è engracado, as pessoas acabam se encontrando o tempo inteiro, marcando em alguma outra cidade 4 dias a frente...enfim...
Do Lorca fomos para a centrosfera, um lugar muito tosco, perto do centro, onde estava rolando muisca eletronica. Impressionante o poder de barganha do Javier, cnseguiu que pagassemos 10 Bs na entrada que custava 20Bs, argumentando: Came on, somos viajantes, estamos sem dnheiro..rs. Aqui a Tekila custa mais barato que a cerveja e a àgua. Saldo da noite 1 tekila, 2 Cervejas e 2 àguas. Poderia ter gastado menos se bebesse mais tekila.
Samaipata, a cidade que fica a 120 km de Sta Cruz . local onde Che Guevara morreu, acabou ficando pra tras. Nos tinhamos que comprar as passagens de onibus para Sucre e ia ficar tarde ir pra là. Muito legal andar de micro bus aqui. VC se afasta um raio muito pequeno do centro e ja comeca a enxergar novamente os contrastes. Na volta acabamos dando uma volta na cidade, fomos num mercadao onde vendiam-se roupas, sapatos, brinquedos, souvinirs....nada passivel de ser comprado! As 16h, estacao de onibus para Sucre.
Fala-se muito a cerca dos cuidados com a comida boliviana, mas aqui conseguimos encontrar bons locais para comer. Comida saudavel e barata. Como Andrew e Nik sao vegetarianos, acabamos entrando no clima. Remosndo Alejandre Cafe e Miente e Cuorpo Sano, ambos vegetarianos. A noite, Lorca Cafe. Lugar agradavel, musica boa, comida saborosa, mas nao tao barata, La encontramos Iotan, o israelense que tinha dado o zig na gente enquanto procuravamos o albergue, e Javier, o espanhol figuraaaassa que conheci na estacáo de trem de Quijarro. Isso aqui è engracado, as pessoas acabam se encontrando o tempo inteiro, marcando em alguma outra cidade 4 dias a frente...enfim...
Do Lorca fomos para a centrosfera, um lugar muito tosco, perto do centro, onde estava rolando muisca eletronica. Impressionante o poder de barganha do Javier, cnseguiu que pagassemos 10 Bs na entrada que custava 20Bs, argumentando: Came on, somos viajantes, estamos sem dnheiro..rs. Aqui a Tekila custa mais barato que a cerveja e a àgua. Saldo da noite 1 tekila, 2 Cervejas e 2 àguas. Poderia ter gastado menos se bebesse mais tekila.
Samaipata, a cidade que fica a 120 km de Sta Cruz . local onde Che Guevara morreu, acabou ficando pra tras. Nos tinhamos que comprar as passagens de onibus para Sucre e ia ficar tarde ir pra là. Muito legal andar de micro bus aqui. VC se afasta um raio muito pequeno do centro e ja comeca a enxergar novamente os contrastes. Na volta acabamos dando uma volta na cidade, fomos num mercadao onde vendiam-se roupas, sapatos, brinquedos, souvinirs....nada passivel de ser comprado! As 16h, estacao de onibus para Sucre.
sexta-feira, maio 14, 2010
Noticias da Bolivia
Conseguimos fechar com Indi, o cara da agencia do Pantanal a compra das passagens do trem. A passagem custa R$35.00, teriamos que pegar um onibus para ir e voltar pra comprar a passagem (3.00 cada trecho) e depois outro onibus (R$3.00) para irmos viajar efetivamente. Ele nos cobrou 50.00 para comprar os bilhees e nos levar ate a fronteira. Figurassa, so me chamava de acarajè ou capoeira.
Marinheira de primeira viagem, fiquei meio perdida sobre os procedimentos, mas temos que passar na PF Brasileira pra registrar a saìda do paìs e depois, dois passos a frente, ja estamos na Bolivia, onde temos que registrar a nossa entrada. O policial boliviano cisudo me perguntou: tienes diñero para entrar na bolivia?? eu apenas disse que sim, e ele acreditou...rsrsrs....de fato eu tinha, mas engracado è que nao pediu nenhuma confirmacao. Conseguimos trocar dinheiro com um cambista indicado por Indi (1 real = 3.5 Bolivianos). To barona na bolivia!!!
Eh impressionane o contraste das duas cidades: Corumbà (Brasil) e Porto Quijarro (Bolivia). Cidade pobre, suja, feia. Mas fantasticoa!! Esses limites. As diferencas na cara das pessoas. UM povo falando uma lingua diferente, que apesar de parecida com a minha, soa estranho.
Impressionante, viajantes se reconhecem...claro, todo mundo carrega um monte de tralha nas costas, veste roupas rotas e sorri a todo instante com as descobertas. Na esacao de trem ja conheci um espanhol (Javier - Engenheiro Industrial que mora em Valencia) e uma Belga (Carry - Parteira). Todos viajam sozinhos e por nao menos de 3 meses.
O trem que compramos e o super pulmam, o que dizem ser o melhor, nossa...eu imagino como deve ser o pior. Nao è o cumulo do desconforto, mas para uma viagem de 16 horas, poderia ser melhor. Interessante que akela historia dos vendedores ambulantes nao è lenda. O trem para a todo instante e entra gente gritando, vendendo comida (nao recomendaveis). Havia um restaurante no trem. A unica coisa passivel de ser consumida foi um cafe. Tudo que tem pra comer è frango com batata e as suas infinitas variacaoes, melhor nao arriscar. TEntamos ficar no albergue Bolivar, mas saimos pra procurar outro mais barato, em vao....andamos uma rua inteira - Calle Junin - mas o melhor preco era realmente no Bolivar, e ainda por cima è bem no centro.
Dizem que no hay nada de muito interessante pra se fazer em Sta Cruz, that s why Im here at the internet....rs.
Ainda nao to conseguindo digerir as coisas que estao acontecendo. Eh muita informacao. Coisas, pessoas, linguas, historias, imagens, sabores, cheiro. To pensando seriamente em adiar a data do curso em Londres e ficar mais tempo aqui na America do sul. Voce vai conhecendo gente, ouvindo falar de coisas e lugares, da vontade de nao parar nunca mais. Sinto saudades dos meus pais, das minhas irmas e cunhados, sobrinha, de Tobby, dos amigos e da familia de forma geral. Mas ainda nem senti saudades de casa, da cama, da rotina, de salvador...è louco isso.
Pra mim nao impora que dia è hj, pq nao tenho muitas obrigacoes. Independente do dia, minha unica obrigacao eh ser feliz. E eu estou cumprindo direitinho esta missao
Marinheira de primeira viagem, fiquei meio perdida sobre os procedimentos, mas temos que passar na PF Brasileira pra registrar a saìda do paìs e depois, dois passos a frente, ja estamos na Bolivia, onde temos que registrar a nossa entrada. O policial boliviano cisudo me perguntou: tienes diñero para entrar na bolivia?? eu apenas disse que sim, e ele acreditou...rsrsrs....de fato eu tinha, mas engracado è que nao pediu nenhuma confirmacao. Conseguimos trocar dinheiro com um cambista indicado por Indi (1 real = 3.5 Bolivianos). To barona na bolivia!!!
Eh impressionane o contraste das duas cidades: Corumbà (Brasil) e Porto Quijarro (Bolivia). Cidade pobre, suja, feia. Mas fantasticoa!! Esses limites. As diferencas na cara das pessoas. UM povo falando uma lingua diferente, que apesar de parecida com a minha, soa estranho.
Impressionante, viajantes se reconhecem...claro, todo mundo carrega um monte de tralha nas costas, veste roupas rotas e sorri a todo instante com as descobertas. Na esacao de trem ja conheci um espanhol (Javier - Engenheiro Industrial que mora em Valencia) e uma Belga (Carry - Parteira). Todos viajam sozinhos e por nao menos de 3 meses.
O trem que compramos e o super pulmam, o que dizem ser o melhor, nossa...eu imagino como deve ser o pior. Nao è o cumulo do desconforto, mas para uma viagem de 16 horas, poderia ser melhor. Interessante que akela historia dos vendedores ambulantes nao è lenda. O trem para a todo instante e entra gente gritando, vendendo comida (nao recomendaveis). Havia um restaurante no trem. A unica coisa passivel de ser consumida foi um cafe. Tudo que tem pra comer è frango com batata e as suas infinitas variacaoes, melhor nao arriscar. TEntamos ficar no albergue Bolivar, mas saimos pra procurar outro mais barato, em vao....andamos uma rua inteira - Calle Junin - mas o melhor preco era realmente no Bolivar, e ainda por cima è bem no centro.
Dizem que no hay nada de muito interessante pra se fazer em Sta Cruz, that s why Im here at the internet....rs.
Ainda nao to conseguindo digerir as coisas que estao acontecendo. Eh muita informacao. Coisas, pessoas, linguas, historias, imagens, sabores, cheiro. To pensando seriamente em adiar a data do curso em Londres e ficar mais tempo aqui na America do sul. Voce vai conhecendo gente, ouvindo falar de coisas e lugares, da vontade de nao parar nunca mais. Sinto saudades dos meus pais, das minhas irmas e cunhados, sobrinha, de Tobby, dos amigos e da familia de forma geral. Mas ainda nem senti saudades de casa, da cama, da rotina, de salvador...è louco isso.
Pra mim nao impora que dia è hj, pq nao tenho muitas obrigacoes. Independente do dia, minha unica obrigacao eh ser feliz. E eu estou cumprindo direitinho esta missao
Assinar:
Postagens (Atom)